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Amil paga R$ 3 bi para se desfazer de planos de saúde individuais, diz jornal

Segundo o Valor Econômico, a Amil vai pagar essa cifra para a Fiord Capital assumir uma carteira extremamente deficitária, com cerca de 370 mil usuários de São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná

Tempo de leitura: 2min
Publicado em 11/12/2021 às 11h47
Em meio a tantos tipos de planos de saúde, escolher o modelo ideal pode não ser uma tarefa simples.
Segundo jornal Valor Econômico, Amil paga R$ 3 bilhões para se desfazer de planos de saúde individuais. Crédito: Freepik

A Amil solicitou à ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) a transferência da sua carteira de planos individuais para outra empresa. Ou seja: a companhia, especializada em planos de saúde, controlada pela americana UnitedHealth, está se desfazendo de uma parte dos seus planos individuais, uma categoria deficitária, apurou a reportagem.

De acordo com o jornal Valor Econômico, a Amil vai pagar R$ 3 bilhões para a empresa de reestruturação financeira Fiord Capital ficar com a sua carteira de clientes.

A ANS está analisando a proposta de transferência. Procurados pela reportagem, Amil e Fiord não quiseram comentar o assunto.

Segundo o Valor, a Amil vai pagar essa cifra para a Fiord Capital assumir uma carteira extremamente deficitária, com cerca de 370 mil usuários de São PauloRio de Janeiro e Paraná. O negócio envolve ainda quatro hospitais da Amil em São Paulo e Curitiba, que são os mais usados por esses beneficiários. A Amil continuará prestando serviços a esses clientes com suas redes própria e credenciada de hospitais e médicos.

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Na categoria planos individuais, a ANS limita o percentual de reajuste das mensalidades. Neste ano, por exemplo, a agência indicou um reajuste negativo de 8,2%, ou seja, os planos individuais tiveram que diminuir os preços.

"Como um operador pode se interessar por um mercado como este?", afirmou à reportagem, em outubro, José Cechin, superintendente do IESS (Instituto de Estudos de Saúde Suplementar). "Os custos de saúde cresceram mais que a inflação e, em vez de repassar ao consumidor, o plano baixa a mensalidade."

Já no caso dos planos de saúde coletivos empresariais, que constituem a maioria no Brasil (68%), a ANS apenas acompanha os reajustes, que são negociados diretamente entre a operadora e a empresa ou sindicato. Nestes casos, o plano de saúde é oferecido como um benefício para quem está empregado.

Outros 13% dos planos de saúde no país são coletivos por adesão, contratados por meio de sindicatos e associações. Apenas 19% são individuais ou familiares - a maioria dos planos não se interessa por esta categoria justamente porque nela o reajuste é ditado pela ANS.

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