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Internet

Acessos de banda larga via satélite dobram em 12 meses, diz Anatel

O número de acessos de banda larga via satélite registrado em julho foi o dobro do mesmo período do ano passado

Publicado em 25 de Setembro de 2018 às 21:49

Redação de A Gazeta

Publicado em 

25 set 2018 às 21:49
Sede da Anatel Crédito: Divulgação
O número de acessos de banda larga via satélite registrado em julho foi o dobro do mesmo período do ano passado. De acordo com dados divulgados hoje (25) pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Anatel), em julho foram registrados 161.467 acessos de banda larga via satélite, o dobro em comparação a julho do ano passado, um aumento de 100,52%.
O uso de satélites para oferta de internet geralmente é direcionado para moradores de regiões interioranas e remotas. A solução é complementar e na maioria das vezes utilizada em locais sem infraestrutura de cabo nem fibra ótica.
“Algumas localidades no Norte, Nordeste e interior de São Paulo que não têm fibra, nem cabo, então o satélite é a solução. Esperamos ansiosamente pelas políticas públicas, que devem ser elaboradas pelo Executivo e Legislativo para serem implementadas pela Anatel”, disse nesta terça-feira o presidente da agência, Juarez Quadros, durante evento para debater o tema.
Atualmente, estão em operação no Brasil mais de 50 satélites, entre brasileiros e estrangeiros. De acordo com Quadros, com a chegada de novos satélites explorando a banda Ka, que oferece mais velocidade de acesso, a capacidade dedicada à oferta de banda larga via satélite no Brasil vai aumentar consideravelmente até 2021.
A expectativa é disponibilizar 177 gigahertz (GHz) à população, dos quais 128 GHz serão em banda Ka; ante 41 GHz da banda Ka ofertados em 2017. “A missão da Anatel é implementar a política pública de acesso aos serviços de telecomunicação e a banda Ka tem papel central nisso”, disse Quadros.
TAXA DE FISCALIZAÇÃO
Dentro da agência, um dos conselheiros da agência, Leonardo de Morais, defende a desoneração das taxas de fiscalização das VSATs (estação terrena de pequeno porte), que hoje é de R$ 201,12, que onera muito o uso de satélite para prestação de banda larga.
De acordo com o conselheiro, que é presidente do Comitê de Espectro e Órbita da Anatel, o tema é objeto de um projeto que tramita no Legislativo. “Se aprovado, reduzirá o valor para R$ 26,43 [equiparando com o Serviço Móvel Pessoal e Serviço de Comunicação Multimídia]”, disse Morais.
De acordo com a última pesquisa TIC Domicílios, produzida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), dos 42,1 milhões de residências no país que contam com o acesso à internet, cerca de 7% tem conexão via satélite.
 
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