Publicado em 20 de janeiro de 2026 às 12:31
A liderança corporativa atravessa uma transformação profunda. Em 2026, o papel do líder deixa de estar associado apenas a metas, cargos e controle para assumir uma função mais estratégica, emocional e relacional. Em um ambiente marcado por inteligência artificial, mudanças rápidas, pressão por resultados e novas expectativas das equipes, comandar pessoas exige preparo contínuo e novas habilidades. >
A seguir, especialistas de diferentes áreas apontam as competências que todo líder precisará desenvolver para se manter relevante e eficiente no novo cenário corporativo. Confira! >
A comunicação deixa de ser apenas uma habilidade desejável e passa a ser o alicerce da liderança . Em equipes cada vez mais diversas e distribuídas, saber transmitir mensagens com clareza, intenção e responsabilidade é o que sustenta relações de confiança e produtividade. >
Para Juliana D’andrades, especialista em gestão empresarial e comunicação estratégica, a forma como o líder se comunica impacta diretamente o desempenho do time e a saúde do ambiente de trabalho. >
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“Comunicação clara não é falar mais, é falar melhor. Em 2026, o líder precisa ser capaz de alinhar expectativas, explicar decisões e orientar caminhos com precisão. A comunicação reduz conflitos, aumenta a produtividade e cria segurança psicológica. O gestor que não desenvolve essa habilidade perde a equipe e compromete os resultados”, afirma. >
Pressão constante, metas agressivas e equipes emocionalmente sobrecarregadas exigem líderes preparados para lidar com emoções, próprias e alheias. A inteligência emocional passa a ser um pré-requisito para sustentar decisões equilibradas. >
Segundo Juliana D’andrades, liderar pessoas em 2026 exige mais sensibilidade e menos impulsividade. “Liderar não é controlar emoções, é compreendê-las. A inteligência emocional permite que o líder aja com equilíbrio, evite decisões reativas e conduza o time mesmo em momentos de tensão. Sem isso, a liderança se torna instável e desgastante”, explica. >
Equipes engajadas não nascem de discursos prontos, mas de líderes que compartilham contexto, decisões e objetivos. Para Nah Casoti, mercadóloga especializada em comportamento do consumidor, comunicar com transparência é envolver o time no processo de crescimento da empresa. >
“Uma habilidade indispensável para líderes em 2026 é comunicar com clareza, transparência e intenção. Quando o colaborador entende para onde a empresa está indo e qual é o seu papel, ele deixa de apenas executar tarefas e passa a se sentir parte do projeto”, explica. >
A inteligência artificial já faz parte da rotina corporativa, mas seu uso exige maturidade e responsabilidade. O líder precisa entender a tecnologia sem perder o olhar humano. Para Douglas Andreas Valverde, farmacêutico e CEO da TechTrials, a grande competência da liderança será integrar tecnologia e pessoas de forma estratégica. >
“O executivo que se destaca é aquele que consegue recalibrar o sistema de gestão para um ambiente mais rápido e ambíguo, usando a IA para reduzir fricção e apoiar decisões, sem abrir mão da responsabilidade humana. A tecnologia acelera, mas o líder continua responsável pelo impacto”, afirma. >
Ambientes colaborativos exigem líderes que saibam ouvir, flexibilizar e construir junto. A escuta ativa passa a ser uma ferramenta de gestão. Para Larissa Calheiros, sócia da agência de marketing de influência SIDE, a liderança baseada em empatia fortalece o compromisso do time. >
“Liderar pessoas exige escuta ativa, flexibilidade e maturidade emocional. Quando o líder valoriza a colaboração e respeita diferentes pontos de vista, o ambiente se torna mais comprometido, produtivo e potente”, pontua. >
A produtividade deixou de ser sobre fazer mais e passou a ser sobre fazer melhor. Líderes precisam reconhecer padrões mentais que sabotam decisões e execução. Zora Viana, psicóloga e fundadora da Faculdade FEX Educação, explica que muitos líderes travam não por falta de capacidade, mas por armadilhas mentais invisíveis. >
“Pessoas altamente capazes não estão paradas por falta de ideia, mas por padrões mentais que bloqueiam a ação. Liderar também é aprender a pensar com clareza, foco e consciência, para agir com mais equilíbrio e menos desgaste”, afirma. >
Em contextos exigentes, liderar é entender pessoas antes de cobrar resultados. A habilidade de leitura emocional se torna essencial. Segundo Carol Braga, professora e diretora do Foco Medicina Vestibular, o diferencial do líder atual está no comportamento, não apenas na técnica. >
“Liderar em 2026 não tem relação direta com hierarquia. O que diferencia um líder são habilidades comportamentais bem desenvolvidas, empatia e decisões guiadas por propósito. Quem não entende de gente não sustenta resultados no longo prazo”, explica. >
O microgerenciamento perde espaço para a liderança baseada em contexto, confiança e autonomia. Para Rogério Moretto, criador do método CVI e especialista em comunicação, a segurança psicológica é a base da inovação e da performance. >
“O líder de 2026 não controla pelo medo, mas pelo propósito. Ele cria ambientes seguros, onde o erro é aprendizado e a autonomia vem acompanhada de responsabilidade. A tecnologia resolve processos, mas só o cuidado com as pessoas constrói um legado”, afirma. >
Falar bem é saber adaptar linguagem, contexto e emoção. A comunicação estratégica passa a ser uma competência-chave da liderança. Para Jackline Georgia, especialista em oratória, psicanálise e comunicação estratégica, líderes precisam dominar a comunicação em ambientes cada vez mais diversos. >
“Comunicação clara gera segurança, engajamento e decisões mais rápidas. Em 2026, líderes que não sabem se comunicar com inteligência emocional e ética perderão relevância e autoridade”, explica. >
Liderar também é orientar pessoas para o futuro, inclusive no aspecto financeiro e previdenciário. Para Marceli Rodrigues, advogada previdenciária, o líder preparado entende que planejamento previdenciário é parte da segurança e da estratégia. >
“A previdência não pode ser tratada apenas quando o problema aparece. Um bom líder orienta, informa e se antecipa. Planejamento previdenciário traz previsibilidade, evita prejuízos e ajuda pessoas a tomarem decisões mais seguras sobre o futuro”, afirma. >
Por Sarah Monteiro >
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