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Mercado financeiro

Eleições 2022: reações e dúvidas após a definição do novo presidente

Deveremos observar o mercado extremamente volátil ao longo dos proximos dias até que questões importantes sobre pautas econômicas e política fiscal sejam respondidas

Publicado em 02 de Novembro de 2022 às 14:32

Públicado em 

02 nov 2022 às 14:32
Romero Oliveira

Colunista

Romero Oliveira

Mercado financeiro: participantes do desafio tiveram rotina semelhante a de uma gestora de investimentos
Mercado aguarda definições do novo governo sobre economia  Crédito: Pexels/Pixabay
No último domingo, tivemos a definição do evento mais importante do ano. Com o fim da eleição, o mercado começa a ajustar as expectativas em relação a uma série de empresas e setores.
Logo na abertura do mercado americano, o índice EWZ, que replica a bolsa brasileira nos Estados Unidos, chegava a cair 4%, refletindo uma queda forte nas estatais, principalmente Petrobras Banco do Brasil, mostrando a expectativa de menor eficiência e foco em resultado.
Às 10h, abertura do mercado à vista no Brasil, a bolsa operava em queda de 2%, correção até comportada para um evento que muitos investidores tinham receio e consideravam catastrófico para os ativos brasileiros. Tirando a performance das ações de Petrobras e bancos, uma parte relevante das ações da bolsa oscilou no campo positivo durante grande parte do leilão e, economia/dolar-e-bolsa-como-o-mercado-financeiro-reagiu--apos-eleicao-de-lula-1022" class="link" target="_blank">no fim do dia, o Ibovespa fechou com mais de 1 % de alta.
Importante ressaltar que, na semana anterior, a bolsa já havia caído mais de 4% e as ações de Petrobras e Banco do Brasil lideraram as quedas entre as bluechips. Normalmente, se diz que o mercado sobe no boato e cai no fato. Desta vez, tivemos o oposto.
A leitura do mercado é que, com uma vitória por uma margem tão pequena, Congresso e Senado com viés de centro-direita, o próximo governo terá dificuldade de implementar medidas heterodoxas.
Do lado de fluxo, observamos que os investidores estrangeiros ainda não se posicionaram com tanta convicção, não compraram nem venderam e, assim como grande parte do mercado, se faz as seguintes perguntas:
Quais serão os nomes das pautas econômicas?
Qual a perspectiva para o quadro fiscal? Teremos um teto? Até onde vai o teto?
As estatais continuam com autonomia em sua gestão?
Deveremos observar o mercado extremamente volátil ao longo dos próximos dias até algumas dessas perguntas serem respondidas.
Cenário base não existe hoje. É binário: ou segue com manutenção de estabilidade fiscal ou não engaja na austeridade fiscal e o mercado embarca em uma piora de precificação de ativos muito rápido.

Romero Oliveira

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