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Publicado em 20 de agosto de 2025 às 14:48
Empresas vencedoras de licitações públicas em Vitória terão que reservar vagas de emprego para moradores de rua. Do total das oportunidades geradas, 3% deverão ser destinadas à contratação de trabalhadores em situação de rua, com a garantia de sempre contratar, ao menos, uma pessoa. >
Medida garante que empresas vencedoras de licitações públicas reservem parte de suas vagas para pessoas em situação de rua.
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O projeto de lei 342/2025, de autoria do vereador Professor Jocelino (PT), foi aprovado pela Câmara Municipal na última segunda-feira (19). O documento segue agora para sanção do prefeito Lorenzo Pazolini (Republicanos). O Poder Executivo tem uma prazo de 90 dias para regulamentar a lei.>
De acordo com a matéria, os trabalhadores vão atuar nos projetos de obras e serviços, que demandem a utilização de mão de obra de qualificação básica ou mediana.>
O documento estabelece que o candidato em situação de rua interessado em ocupar uma das vagas deverá estar cadastrado na Secretaria de Assistência Social, nos serviços destinados ao atendimento à população em situação de rua e preencher os requisitos profissionais mínimos exigidos para a função. >
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Além disso, o trabalhador deverá se comprometer a deixar as ruas no prazo de até 90 dias após a assinatura do contrato de trabalho. A secretaria será a responsável por encaminhar os trabalhadores às vagas, auxiliar na emissão de documentos e acompanhar todo o processo de reinserção.>
Segundo Jucelino, a proposta tem como objetivo promover a inclusão social e produtiva da população em situação de rua por meio de sua inserção no mercado formal de trabalho.>
Uma pesquisa recente feita pela Prefeitura de Vitória apontou que mais de 2.800 pessoas passaram pelos serviços de acolhimento em 2024. Segundo o vereador, a maioria delas está nas ruas há anos e enfrenta enormes barreiras para voltar ao mercado de trabalho. >
“Nosso objetivo é abrir caminhos reais para que essas pessoas tenham oportunidade de reconstruir sua vida com dignidade. O trabalho é o primeiro passo para retomar a autonomia, e o poder público não pode se omitir dessa responsabilidade”, afirma o vereador.>
Durante a fase de transição, o projeto também permite que os trabalhadores utilizem abrigos municipais até conquistarem condições de sair definitivamente das ruas.>
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