A questão não é só o soldado. Os salários da Polícia Militar do Espírito Santo como um todo, de todos os postos e graduações, estão muito abaixo da média nacional. Todas as patentes estão abaixo da média nacional. E o salário do soldado também está. Então o governador, nessa sua entrevista, fala do soldado e oficiais. Ele completa a fala. Então, o salário está defasado como um todo. E também nos diz o governador que agora, a partir de janeiro, já vai estar dando continuidade às tratativas, para realmente fazer essa recomposição salarial, que é fundamental. Pela nossa defasagem de efetivo, a gente tem que aumentar a motivação do policial, para continuar dando os excelentes resultados que tivemos em 2019 e nos anos anteriores. Então, são 2,5 mil policiais a menos. E esses homens e mulheres que hoje estão na atividade estão se sobrecarregando para dar o resultado que a população capixaba precisa. E o interessante nisso é que sim: todos são importantes no sistema. Há quem diga que “os oficiais são uma casta diferente”. Não, não são. São planejadores e são executores, até porque nós participamos de policiamento, de operações policiais. E não existe uma cisão dentro da PM. Não existem grupos separados. Oficiais e praças não são grupos. Eles fazem parte de um mesmo organismo. Tanto que usamos os mesmos uniformes, fazemos as mesmas atividades. Uns têm mais responsabilidade em comandamento, responsabilidade administrativa e operacional, e outros na execução da atividade, como em qualquer grande empresa. Então a importância do soldado e do coronel da polícia é a mesma. Todos são importantes.