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Jornalista de A Gazeta desde 2008 e colunista de Política desde 2015. Publica diariamente informações e análises sobre os bastidores do poder no Espírito Santo

Vidigal já deu cargo para seis ex-vereadores na Prefeitura da Serra

Cleusa Paixão é a mais nova contemplada. A lista de novos comissionados na Serra também inclui filhos de ex-vereadores, enquanto parentes do próprio prefeito foram nomeados em outras esferas

Publicado em 12/02/2021 às 02h05
Vidigal tem nomeado ex-vereadores e parentes deles
Vidigal tem nomeado ex-vereadores e parentes deles. Crédito: Amarildo

O prefeito Sérgio Vidigal (PDT) nomeou nesta quinta-feira (11) a ex-vereadora Cleusa Paixão (PMN) para exercer o cargo comissionado de assistente técnica da Secretaria Municipal de Administração e Recursos Humanos da Serra, ganhando R$ 1,5 mil brutos por mês. Não é a primeira ex-vereadora contemplada por Vidigal com um cargo de livre nomeação após ter tentado se reeleger, sem sucesso, na eleição municipal de novembro.

Cleusa se junta, nessa categoria, a quatro ex-colegas de vereança: Aécio Leite (PT), Stefano Andrade (PSD), Fabão da Habitação (PSB) e o pastor Ailton Siqueira (PSC). Com isso, já chega a cinco o rol de “consolados” pelo prefeito, considerando apenas os derrotados nas urnas que foram vereadores na legislatura passada (2017-2020).

A lista sobe para seis ex-vereadores em geral quando incluímos Fábio Correa (PSC), mais conhecido por Fabinho. Vereador da cidade entre 2005 e 2008, ele também tentou sem êxito uma vaga na Câmara em 2020 e foi igualmente agraciado com um cargo comissionado na prefeitura neste início do novo governo de Vidigal.

Em novembro, 20 vereadores da Serra pleitearam a reeleição. Só cinco o conseguiram. Assim, do total de 15 vereadores mandados para casa pelas urnas, cinco já “se arranjaram” em algum espaço da máquina municipal. Isso significa que um em cada três não reeleitos já foram acomodados por Vidigal em algum cargo em comissão na prefeitura. Cargos comissionados são aqueles preenchidos livremente, a critério do próprio prefeito.

Aécio Leite tornou-se assessor técnico parlamentar da Coordenadoria de Governo, com salário de R$ 4,3 mil. Fabão da Habitação foi nomeado para o cargo de assessor técnico da secretaria que coincide com sua alcunha. O salário é de R$ 4,3 mil. Stefano Andrade foi escalado como secretário adjunto da mesma pasta, ganhando R$ 6 mil por mês.

Já Ailton Siqueira ganhou cargo com nome pomposo em um setor de nome enigmático: diretor do Departamento de Atividades Auxiliares da Secretaria Municipal de Administração e Recursos Humanos. Salário: R$ 4,3 mil.

E ainda há o caso de Fabinho, que virou coordenador de administração predial da Secretaria de Administração e Recursos Humanos, com remuneração de R$ 2,8 mil.

Em contato com a assessoria de imprensa da Prefeitura da Serra, perguntamos o motivo da nomeação de Cleusa nesta quinta-feira, a formação escolar da nova assessora, suas credenciais técnicas e as tarefas que ela passará a desempenhar no cargo. A resposta veio por meio de nota (a mesma, basicamente, enviada à reportagem de A Gazeta, sobre as primeiras dessas nomeações, no dia 18 de janeiro):

“A Prefeitura da Serra informa que as nomeações e exonerações dos cargos comissionados são de livre escolha do gestor municipal e as avaliações são feitas levando em conta as necessidades do serviço público e a experiência do profissional em questão.”

FILHOS DE EX-VEREADORES

Também não reeleito na última eleição municipal, o ex-vereador Wanildo Sarnaglia (PSD) não ganhou cargo na Prefeitura da Serra (até este momento, pelo menos). Mas seu filho, sim. Recebendo R$ 4,3 mil mensais, Felipe Moisés Sarnaglia foi nomeado no cargo em comissão de assessor de gabinete da Procuradoria Geral do Município. E não está sozinho.

Filho do ex-vereador João Batista Piol (Republicanos), João Vitor Torrezani Piol, até então secretário executivo do Fundo de Apoio à Ciência e Tecnologia (Facitec), foi nomeado para exercer o cargo em comissão de assistente técnico da Secretaria de Administração e Recursos Humanos da Serra. Novo salário: R$ 1,5 mil.

O ex-vereador Piol também foi mal-sucedido na tentativa de voltar à Câmara na última eleição municipal.

PARENTES DO PRÓPRIO PREFEITO

Maria Emilia Alves Vidigal, irmã do prefeito, foi nomeada no dia 11 de janeiro para ocupar, na Assembleia Legislativa, o cargo comissionado de supervisora da Comissão de Cooperativismo, com salário de R$ 4,8 mil. A nomeação foi assinada pelo presidente da Assembleia, o deputado Erick Musso (Republicanos).

Maria Emilia é servidora pública efetiva desde 1992 e chegou a exercer o cargo comissionado de assessora especial na própria Prefeitura da Serra, em administração anterior de Sérgio Vidigal.

Elisangela Gonçalves Lopes Vidigal, nora do prefeito da Serra, foi nomeada no dia 15 de janeiro pelo prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos), para o cargo comissionado de assessora adjunta da Secretaria de Gestão, Planejamento e Comunicação, na administração da Capital. Somando todos os proventos (vencimento mais representação), terá remuneração total de R$ 6,1 mil por mês.

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