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Jornalista de A Gazeta desde 2008 e colunista de Política desde 2015. Publica diariamente informações e análises sobre os bastidores do poder no Espírito Santo

Vice-governadora tira férias para ajudar seus aliados na campanha

Para poder se dedicar integralmente à campanha de candidatos do PSB e aliados que disputam prefeituras por todo o Estado, Jaqueline Moraes (PSB) tirou férias do cargo por 20 dias, até a véspera do 1° turno

Publicado em 30/10/2020 às 17h40
Atualizado em 30/10/2020 às 17h40
Jaqueline Moraes, militante do PSB e articuladora política do partido nesta eleição municipal no ES
Jaqueline Moraes, militante do PSB e articuladora política do partido nesta eleição municipal no ES. Crédito: Amarildo

Para poder se dedicar integralmente à campanha de aliados que disputam prefeituras por todo o Estado, a vice-governadora, Jaqueline Moraes (PSB), tirou férias do cargo por 20 dias, oficialmente. Suas férias tiveram início na última segunda-feira (26) e vão até 14 de novembro, véspera do 1º turno das eleições municipais. Assim, ela reassumirá o cargo de vice-governadora do Estado exatamente no dia da votação.

Antes mesmo da licença, desde o período das convenções partidárias (em setembro), Jaqueline tem se engajado bastante na campanha de candidatos que fazem parte do grupo político do governador Renato Casagrande e apoiam o atual governo, principalmente aqueles que são filiados ao PSB, partido dela e de Casagrande.

No Espírito Santo, o PSB é de longe o partido que mais lançou candidatos próprios na disputa majoritária: o partido concorre à prefeitura de 38 municípios. Em Vitória, tem o vice-prefeito Sérgio Sá; na Serra, o deputado estadual Bruno Lamas; em Cariacica, o ex-vereador Saulo Andreon. Jaqueline está envolvida na campanha de todos, sobretudo na de Saulo, pois Cariacica é a sua cidade.

A vice-governadora também está pessoalmente envolvida na campanha de muitos candidatos no interior, filiados ao PSB ou a partidos aliados.

De acordo com nota oficial da assessoria de imprensa de Jaqueline, “a vice-governadora solicitou que seu período de férias coincidisse com o momento mais crucial das campanhas eleitorais nos municípios, e de modo que pudesse melhor colaborar com candidatos do PSB e dos partidos aliados. Nessa condição, a vice-governadora deixa de utilizar as estruturas inerentes ao cargo, exceto a segurança, indispensável e obrigatória. Somente essa semana ela percorreu 17 cidades das regiões norte e noroeste do ES, levando palavra de apoio e incentivo, e com especial atenção às candidaturas femininas dos partidos parceirizados (sic)”.

MAS ENTÃO…

Se, saindo de férias, a vice-governadora “deixa de utilizar as estruturas inerentes ao cargo”, isso significa então que ela estava usando essa estrutura antes (carro oficial, por exemplo) para cumprir compromissos de campanha?

SEM FÉRIAS

A eleição não tira férias no Palácio da Fonte Grande. E, por extensão, no Palácio Anchieta.

SOCIALISTAS CORRENDO ATRÁS

As primeiras pesquisas da série Ibope/Rede Gazeta não vieram boas para os candidatos do PSB na Grande Vitória. Para correr atrás do prejuízo, Saulo Andreon tratou de mudar seu nome de urna, de “Professor Saulo” para “Saulo Andreon”. Enquanto isso, na Serra, também precisando remar bastante para alcançar Sérgio Vidigal (PDT), Bruno Lamas (PSB) licenciou-se do mandato na Assembleia para concentrar-se integralmente na campanha a prefeito. 

TODO DIA UM 7 A 1 PARA PROFESSORES NESTE PAÍS

Nas atuais eleições, estão sobrando candidatos que se apresentam orgulhosamente como “coronel”, “capitão”, “delegado”... Isso sem falar nos “doutores” (isto é, médicos) de sempre… Enquanto isso, um dos poucos candidatos que ostentava “professor” no nome de urna volta atrás porque a direção da sua campanha constata que isso poderia estar a prejudicá-lo na lembrança do eleitorado.

BOM PARA CASAGRANDE

Por outro lado, o massacre que o prefeito de Cachoeiro, Victor Coelho, tem imposto aos oponentes até o momento, sempre de acordo com os números do Ibope, é a “salvação do reino” do PSB para o governador Renato Casagrande. Por enquanto, nos sete maiores municípios do Estado, Coelho é o único candidato do PSB que se apresenta com chances reais (e, no caso dele, muito reais) de se sagrar vitorioso nas urnas.

ALIÁS, MELHOR AINDA...

De quebra, independentemente de filiação partidária, Coelho se soma a uma lista de grandes aliados políticos que Casagrande estaria “conseguindo” eleger, mesmo mantendo distanciamento social/eleitoral de palanques, em todas as cidades mais importantes do Estado (exceto em Linhares, onde o favoritismo é todo de Guerino Zanon). Isso com base nos resultados (parciais) da primeira rodada da série Ibope/Rede Gazeta: 

Nas primeiras sondagens, publicadas de 13 a 25 de outubro, os líderes foram, respectivamente: Gandini e Coser (Vitória); Max Filho e Neucimar (Vila Velha); Euclério e Sandro Locutor (Cariacica); Vidigal (Serra); Coelho (Cachoeiro); Guerino Balestrassi (Colatina); e Zanon (Linhares).

FULL HOUSE

Se fosse um jogo de pôquer, poderíamos dizer que Casagrande tem nas mãos um “full house”. A casa é grande. E está cheia de aliados. Vamos ver como virá a próxima mão do governador nas pesquisas.

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