Vereadores de Vitória tentaram emplacar abono para servidores
Curtas Políticas
Vereadores de Vitória tentaram emplacar abono para servidores
E veja também: vereadores na bronca com o secretário estadual de Saúde; o “sumiço” de Gandini na Assembleia; Pazolini mais perto do governo Casagrande e Majeski, mais distante
Protocolado na última quarta-feira (16), o projeto contou com a assinatura e o apoio de Dalto Neves (PDT), Neuzinha de Oliveira (PSDB), Roberto Martins (Rede), Luiz Paulo Amorim (PV), Luiz Emanuel Zouain (Cidadania) e Nathan Medeiros (PSL).
A proposta só não foi à frente e não chegará a ser votado em plenário porque o presidente da Câmara, Cleber Felix (DEM), pensou bem e achou melhor não assinar e endossar a proposição. Por se tratar de projeto que altera o orçamento do atual exercício financeiro, eram necessárias as assinaturas de três membros da Mesa Diretora para que ele pudesse seguir tramitando.
Dalto assinou como 1º secretário da Mesa e Luiz Paulo Amorim, como 3º secretário. O 2º secretário, Vinícius Simões (Cidadania), está em licença. E Clebinho optou por não assinar.
Por falar na Câmara de Vitória, alguns vereadores usaram os microfones na tarde desta quinta-feira (17), durante a sessão plenária, para criticar o secretário estadual de Saúde, Nésio Fernandes (PCdoB).
Entre os críticos de Nésio estão Luiz Emanuel, Dalto, Denninho Silva (Cidadania), Mazinho dos Anjos (PSD) e o futuro presidente da Câmara, Davi Esmael (PSD). Segundo um deles, a bronca é porque o secretário fez menção a possíveis restrições à realização de cultos e missas.
Os cinco estiveram com o prefeito eleito, Lorenzo Pazolini (Republicanos), não no 1º, mas no 2º turno da última eleição municipal. Dos cinco, Mazinho é o único que não continuará na Casa na próxima legislatura – até porque também disputou a eleição para prefeito.
Quanto aos outros quatro, não só vão continuar na Câmara como devem integrar a base aliada de Pazolini na Casa. É bom lembrar que, no 2º turno em Vitória, Nésio apoiou abertamente o ex-prefeito João Coser (PT), derrotado pelo candidato do Republicanos. E o subsecretário de Estado de Vigilância em Saúde, Luiz Carlos Reblin, é filiado ao PT e foi secretário municipal de Saúde durante a administração de Coser na Capital (2005/2012).
Ou seja, ao que tudo indica, Nésio pode esperar, nos próximos dois anos, resistência e quiçá oposição por parte de um segmento da Câmara de Vitória.
Mas a sessão desta quinta-feira (17) não foi somente bronca. Os vereadores aprovaram o orçamento de Vitória para 2021. Falando em orçamento e em Câmara de Vitória, o deputado estadual Fabrício Gandini (Cidadania), presidente do Legislativo da Capital de 2013 a 2014, tem chamado a atenção por sua ausência na Assembleia, em algumas recentes sessões importantes. Importantes sobretudo para o governo Casagrande, do qual continua sendo aliado, após o revés na disputa pela Prefeitura de Vitória.
No último dia 7, simplesmente não participou da sabatina do governador, que foi pessoalmente à Assembleia para sua prestação de contas anual aos deputados. Gandini até marcou presença no início, mas depois se retirou.
Abafando teorias conspiratórias, Gandini afirma que está tudo normal em seu relacionamento com o governo e que só não compareceu à sessão em que o orçamento foi votado porque, no mesmo dia, submeteu-se a uma endoscopia.
Em mais um gesto emblemático de aproximação estratégica com o governo Casagrande, Pazolini (ainda deputado) não só participou da sessão na última segunda como votou a favor da aprovação do orçamento. Em dezembro do ano passado, com os pés bem fincados na oposição, Pazolini votou contra o projeto de lei orçamentária anual do governo para 2020.
FALANDO EM OPOSIÇÃO…
Enquanto o ex-opositor Pazolini se aproxima do governo Casagrande, o deputado Sergio Majeski, correligionário do governador no PSB, se afasta gradativamente. Na já citada votação do orçamento, criticando a rapidez com que a peça foi votada, o deputado afirmou que o governo Casagrande está se parecendo cada vez mais com o governo passado de Paulo Hartung (ao qual ele fazia oposição).
E o Majeski versão 2021 está cada vez mais parecido com aquele Majeski do seu primeiro mandato na Assembleia (de 2015 a 2018), sempre crítico e vigilante em relação ao Palácio Anchieta.
Vitor Vogas é jornalista com atuação na imprensa capixaba há quase 20 anos. Cobriu várias eleições. De 2008 a 2021, trabalhou na Rede Gazeta, como repórter e colunista de Política. Também foi comentarista da CBN. Em 2026, após passagens por veículos da Rede Capixaba e do Grupo Sim, voltou a assinar esta coluna. Aqui, diariamente, você encontra informações de bastidores e análises em profundidade sobre o cenário político do Espírito Santo.