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Jornalista de A Gazeta desde 2008 e colunista de Política desde 2015. Publica diariamente informações e análises sobre os bastidores do poder no Espírito Santo

"Prioridade será a vacinação", diz novo presidente da Amunes

Prefeito de Cachoeiro de Itapemirim, Victor Coelho (PSB) tornou-se na última quarta-feira (31), após ser eleito por aclamação, o novo presidente da Associação dos Municípios do Espírito Santo. Ele diz se considerar "homem de confiança do governador"

Publicado em 03/04/2021 às 02h00
Atualizado em 03/04/2021 às 02h03
Renato Casagrande e Victor Coelho são aliados e colegas de partido
Renato Casagrande e Victor Coelho são aliados e colegas de partido. Crédito: Reprodução/Facebook Victor Coelho

O prefeito de Cachoeiro de Itapemirim, Victor Coelho (PSB), tornou-se na última quarta-feira (31), após ser eleito por aclamação, o novo presidente da Associação dos Municípios do Espírito Santo (Amunes), entidade mais importante de representação dos prefeitos capixabas na interlocução com o governo do Estado, com a União e com outros Poderes. Nesta entrevista exclusiva, Victor adianta qual será a sua prioridade inicial à frente da associação, que será presidida por ele pelo próximo biênio: vacinação contra a Covid-19.

O prefeito também reconhece que precisou ser convencido a assumir a liderança da chapa única que disputou a eleição, após certa relutância inicial, e que seu alinhamento político com o governador Renato Casagrande (PSB) foi decisivo para ele topar a missão, sucedendo no cargo ao ex-prefeito de Viana e atual secretário estadual de Governo, Gilson Daniel (Podemos). “Além da grande amizade, me considero uma pessoa de confiança do governador.”

Quais são os as suas prioridades à frente da Amunes no próximo biênio?

Neste primeiro momento, vamos continuar focados em dar todo o auxílio e todo o apoio aos municípios em relação ao processo da pandemia que estamos vivendo. Não podemos perder esse foco de auxiliar os municípios no processo de vacinação, olhando também o lado econômico das cidades. Vamos fazer essa articulação com o governo do Estado. E, passado esse período de pandemia que estamos vivendo, continuar os trabalhos da causa municipalista já realizados ao longo do tempo. Vamos manter a assessoria jurídica para os municípios, a assessoria de comunicação e tudo aquilo que a entidade conquistou ao longo de todos esses anos.

No caso da vacinação, que o senhor frisou, o que a Amunes pode fazer concretamente para contribuir com os municípios na aquisição de mais vacinas e para a agilização do processo?

Vamos começar a estudar isso para vermos como está esse procedimento em nível nacional. Há um movimento da Frente Nacional de Prefeitos sobre uma compra em massa de vacinas para os municípios brasileiros, e estamos analisando essa possibilidade também. E vamos verificar se isso é possível. Mas cada município tem a sua realidade financeira diferente, então alguns municípios poderão entrar e outros não. Precisamos analisar qual é a melhor estratégia para fazermos de forma conjunta e não de forma isolada.

Como foi o processo de construção da chapa única e a própria escolha do seu nome para liderar a nova diretoria da Amunes? Pelo que apurei, o senhor precisou ser convencido. É verdade que inicialmente o senhor estava um pouco relutante?

É, no início a gente analisava qual era o trabalho que a Amunes realiza e se seria realmente o momento de estarmos à frente da instituição. Analisamos com meu grupo político que era positivo a gente contribuir, com a experiência que a gente teve em Cachoeiro, na nossa gestão, e aplicar isso nos outros municípios também. Sabemos que prefeitos de primeiro mandato estão focados na sua gestão e na sua cidade. E, como já tive essa experiência aqui por quatro anos, hoje posso colaborar com ideias e com experiências exitosas que tivemos e tentar aplicar isso nos outros municípios.

O fato de o senhor ter sido reeleito e estar em início do segundo mandato contribuiu?

Contribuiu muito. Já colocamos a cidade de Cachoeiro no rumo que pretendemos na parte administrativa, e isso nos dá a oportunidade de contribuir com o que já fizemos em Cachoeiro e vendo experiências de outras cidades aqui do Estado e também de outros municípios do Brasil. A nossa equipe já está bem azeitada. E o vice-prefeito também é gestor e colabora muito.

Foi de fato o Gilson Daniel quem amarrou essa chapa? Ele foi o principal articulador?

O Gilson Daniel foi quem me fez o convite. O primeiro contato que ele me fez foi mais ou menos no fim do ano passado. Foi um dos que me incentivou a dar continuidade ao trabalho da Amunes. Ele mencionou os outros nomes que estavam interessados também em participar. E aí fui fazendo essas conversas, junto com ele, para a gente formar uma chapa de consenso. E conseguimos convencer os outros que estavam interessados a trabalharmos de forma unificada.

E o governador Renato Casagrande? Foi um incentivador?

Quando iniciamos o processo de construção da chapa, sim. Conversei com o governador para saber o que ele achava. Ele achava interessante a gente fazer uma chapa de consenso realmente, que eu dialogasse com os outros prefeitos para não gerar atritos e manter a unidade da Amunes.

Ele o incentivou a ser o presidente?

Claro, claro. Além de ter uma amizade próxima com o governador, me considero uma pessoa de confiança dele também.

E seu alinhamento político com Casagrande? Também contribuiu para a sua tomada de decisão?

É muito importante você ter um presidente da Amunes que tenha alinhamento com o governo, independentemente de quem seja o governador. Sempre fui muito republicano na minha gestão com o ex-governador Paulo Hartung. Tenho sido muito requisitado e tenho tido muito apoio do governo Casagrande. É lógico que tenho uma proximidade muito maior com o Renato, né? Somos do mesmo partido e temos uma amizade um pouco mais profunda. Acho que a presidência da Amunes está acima de qualquer questão partidária ou política, mas tenho certeza de que minha proximidade com o governo vai permanecer e que o trabalho será em prol de todos os municípios.

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