Mais mudanças estão a caminho no governo Casagrande e serão anunciadas a partir de semana que vem. Uma delas já está definida: a pedido, o procurador-geral do Estado, Rodrigo de Paula, deixará o cargo. Ele será substituído pelo atual subprocurador-geral para Assuntos Jurídicos, Jasson Hibner Amaral.
Rodrigo de Paula é procurador de carreira do Estado desde 2006. Doutor e mestre em Direitos e Garantias Fundamentais pela Faculdade de Direito de Vitória (FDV), onde é pesquisador, Rodrigo de Paula é procurador-geral do Estado desde o início da atual administração de Casagrande, em 2019. Como tal, não pode exercer a advocacia privada. Segundo a coluna apurou, depois de pouco mais de dois anos de dedicação exclusiva ao cargo, ele gostaria de retomar suas outras atividades.
SÉRGIO SÁ
Vice-prefeito de Vitória no último mandato de Luciano Rezende (2017-2020), Sérgio Sá (PSB) também vai ingressar na equipe de Casagrande. Ainda não se sabe em qual escalão, mas um lugar no secretariado não é descartado. Ele foi candidato a prefeito de Vitória em 2020. Ficou no 1º turno.
PSDB
O PSDB também é fortemente cotado para ingressar de uma vez por todas no governo Casagrande, com a ocupação de algum espaço. O deputado estadual Vandinho Leite e o ex-senador Ricardo Ferraço se reunirão nos próximos dias com o governador para tratar do assunto.
Vandinho é o presidente estadual do PSDB, enquanto Ricardo, atualmente na iniciativa privada, também está respondendo pelas articulações políticas do partido no Espírito Santo.
Vandinho passou os primeiros dois anos do atual mandato praticando oposição ao governo estadual na Assembleia. Após a última eleição municipal, na qual ficou no 1º turno na disputa a prefeito da Serra, o deputado se reaproximou do governo. Já no fim do ano passado, parou de fazer críticas ao Executivo da tribuna. Para alguns governistas, ele hoje é um deputado independente, mas já há quem o considere “deputado aliado do Palácio”.
OUTROS PARTIDOS
Dirigente estadual do PSL, Amarildo Lovato tem mantido conversas com emissários do governo, mas as chances de o partido vir a ocupar um espaço no governo são menores.
Quanto ao Republicanos, também no rol de novos aliados, a avaliação no Palácio Anchieta é que o partido não deve preencher nenhum espaço no governo, após a permanência do deputado Erick Musso (Republicanos) como presidente da Assembleia Legislativa.
Logicamente, caso o STF determine a anulação da reeleição de Erick – possibilidade real neste momento, em ADI movida pelo PROS –, o presidente não poderá continuar no cargo, e a atual disposição de forças políticas no Estado terá que ser revista, incluindo o acordo de Erick com Casagrande. Nesse caso, agora falando em teoria, pode até voltar à mesa do governador a possibilidade de ele convidar Erick para uma posição de destaque no governo.