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Jornalista de A Gazeta desde 2008 e colunista de Política desde 2015. Publica aqui, diariamente, informações e análises sobre os bastidores do poder no Espírito Santo

Nova eleição na Assembleia

Publicado em 15/10/2018 às 23h14
 . Crédito: Amarildo
. Crédito: Amarildo

Enquanto os deputados estaduais ainda se recuperam da ressaca eleitoral do último dia 7, a Assembleia Legislativa já começa a ser movimentada pelas especulações e articulações visando a outra eleição muito importante para a Casa (e para os capixabas): a da próxima Mesa Diretora, a ser escolhida, em fevereiro de 2019, pelos 30 deputados eleitos para a próxima legislatura.

Alguns nomes já são cotados como possíveis candidatos à presidência da Mesa. Num primeiro pelotão, com mais chances, aparecem o atual presidente, Erick Musso (PRB), Theodorico Ferraço (DEM), Enivaldo dos Anjos (PSD) e Marcelo Santos (PDT). Com menor viabilidade, os deputados Sergio Majeski (PSB) e Janete de Sá (PMN) também incluem a si mesmos nesta lista. Os seis foram reeleitos no último dia 7.

Já os novatos Capitão Assumção (PSL) e Renzo Vasconcelos (PP), que chegarão à Casa em 2019, também podem ter interesse em entrar nessa disputa, correndo por fora, de acordo com alguns dos futuros colegas – a coluna não obteve retorno de nenhum dos dois. Mas as chances de ambos são próximas a zero.

Erick saiu fortalecido das urnas e com certeza tentará renovar sua presidência por mais um biênio. Um dado importante tem passado despercebido. Por um lado, só 15 dos 30 atuais deputados farão parte do próximo plenário. Mas, desses 15 que conseguiram se reeleger, nada menos que 12 orbitam a atual Mesa Diretora, liderada por Erick. E mais importante ainda: seis dos sete membros da atual Mesa estão entre os felizardos reeleitos: Erick, Enivaldo, Marcelo, Janete, Raquel Lessa (PROS) e Marcos Mansur (PSDB). A exceção é Jamir Malini (PP).

Ao lado de Amaro Neto (PRB) – que vai para a Câmara Federal –, Erick, Enivaldo e Marcelo formam o núcleo duro que chegou ao comando da Assembleia na eleição de fevereiro de 2017, desalojando Theodorico e dando fim à dinastia do deputado cachoeirense. Com mandatos renovados nas urnas, esse grupo não há de querer largar o osso. Com 12 deputados muito ligados a ele, Erick largaria com uma boa vantagem numérica no processo – embora seja cauteloso o suficiente para não falar em reeleição neste momento.

A grande pergunta a esta altura é: será que o governador eleito, Renato Casagrande (PSB), oporá alguma resistência à possível reeleição de Erick, em razão do forte vínculo político que passou a unir o atual presidente da Casa ao governador Paulo Hartung, que inclusive fez campanha para o pupilo? Para minimizar esse risco, uma fonte próxima a Erick lembra que, em 2014, o deputado, então no PP, chegou à Assembleia pela coligação do próprio Casagrande.

Mas suponhamos que haja, sim, resistências vindas do Palácio em relação ao nome de Erick. Nesse caso, outros nomes do mesmo núcleo podem crescer no processo, como os experientes Enivaldo e Marcelo (o decano da Casa). Ambos estiveram na base do governo de Hartung, mas têm postura mais autônoma e politicamente flexível. Enivaldo disse ontem à coluna que está pronto para trabalhar para dar governabilidade a Casagrande. Correndo por fora, Janete afirmou que não descarta pleitear a presidência. Deputados ligados a esse grupo destacam que Casagrande precisará de uma Mesa que tenha equilíbrio e experiência tanto nos assuntos administrativos da Casa como na relação política entre os Poderes.

Isso é o que não falta a outro veterano: Theodorico, que corre numa raia paralela.

Theodorico Ferraço

Aliado forte de Casagrande desde o início de 2017 (justamente após ter perdido a presidência da Mesa), Theodorico Ferraço (DEM) pode agora querer aproveitar a boa relação com o governador eleito para dar o troco naqueles que o apearam da Mesa. Como sempre, o deputado esconde o jogo. Mas, na Casa, todos apostam que ele não perderá a oportunidade. Quem já foi rei nunca perde o desejo de voltar a ser majestade.

“Maior eleitor”

No seu estilo “come quieto”, Theodorico disfarça o desejo, mas faz um senhor aceno a Casagrande. “Só vou tratar desse assunto quando o governador eleito o colocar em discussão com os deputados. Ele vai ser o maior eleitor nesse processo. Fui apertado hoje (ontem) por alguns colegas. Mas vou deixar isso quieto por enquanto.”

Erick segue a lição

Erick também desconversa: “Acho que tem que ser uma construção coletiva. Estou focado em entregar a Casa bem”.

Majeski, não

Já Majeski faz o contrário de Erick e Theodorico. Reeleito pelo partido de Casagrande, “queima a largada” e admite interesse na presidência. “Confirmo total interesse. Vou trabalhar para me viabilizar, sim. A partir da semana que vem, vou conversar com os deputados, inclusive alguns dos novatos, que ainda não conheço.” Majeski também afirma que espera contar com o apoio de Casagrande. “Sim, mas espero contar principalmente com o apoio dos deputados.”

Arestas a aparar

A dificuldade maior para Majeski são resistências no próprio plenário, já que criou algumas arestas com alguns dos seus pares ao longo do atual mandato.

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