Presidente estadual do MDB e líder da maioria na Câmara dos Deputados durante o governo Michel Temer, Lelo Coimbra avalia criticamente a forma como a Justiça e o Ministério Público Federal agiram no episódio da prisão de Temer nesta sexta-feira (22). Segundo Lelo, “criaram um fato”.
“É pensamento comum em Brasília que a prisão, na forma, foi… Criaram um fato. Estou avaliando a forma como o Ministério Público e a Justiça trabalharam. Esse sentimento está presente no conjunto das lideranças em Brasília.”
Em Vitória nesta sexta-feira (22), o ministro da Cidadania em exercício lamentou a prisão de Temer, mas ressalvou que “o formato [dela] pode ter sido mais propagandístico por parte dos órgãos, pela forma como foi feita”:
“Eu lamento a prisão do ex-presidente Michel Temer. Há uma manifestação de lideranças no Congresso de que, independentemente do mérito da questão, o formato da prisão pode ter sido mais propagandístico por parte dos órgãos, pela forma como foi feita. Mas essas coisas estão colocadas aí dentro desse processo da Lava Jato e seus desdobramentos.”
Lelo destacou que nenhum político capixaba está envolvido na Lava Jato. “O fato é que no Espírito Santo nenhum parlamentar está envolvido com nada do que houve na Lava Jato, independentemente de partido.”
O emedebista ressaltou, ainda, a importância desse debate ético: “Acho até importante esse debate porque, neste momento em que se renovam estruturas partidárias, esse tema vai vir para o debate interno nas estruturas partidárias”.
Lelo é
secretário especial de Desenvolvimento Social, cargo abrigado no Ministério da Cidadania, comandado por Osmar Terra. O ministro está em agenda em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. Na ausência dele, o ex-deputado é quem responde pela pasta.