O Paulo, quer dizer, o ministro Paulo Guedes estava com um programa preparado para outra circunstância. A pandemia virou a realidade de cabeça para baixo, vamos colocar isso claramente. E ali teve um delay. Naquele momento, ficou claro que ele demorou a reagir a um novo quadro. E aí teve um atropelo, protagonismo do Judiciário, protagonismo do Parlamento, nem sempre também produzindo coisas corretas. Depois ele reassumiu a posição dele de ministro. O conjunto de medidas não foi bom. Coisas que precisavam estar funcionando não funcionaram. As medidas de apoio ao crédito não chegaram aos micro e pequenos empresários. O auxílio emergencial, do jeito que foi feito, chegou a gente que não precisa de renda do Estado e, seguramente, deixou de chegar a pessoas que precisam do apoio neste momento. Enfim, acho que teve um apagão no momento inicial da crise, depois voltou e reassumiu. A minha torcida é para que ele acerte o passo, numa situação complicada como essa. Um ministro da Economia é importante em qualquer circunstância. Depois que fundiram esses ministérios, então, o Ministério da Economia ficou muito grande, com muitas atribuições. Então é muito importante que ele acerte o passo. Coloco a minha torcida pessoal para isso. A preço de hoje, volto a dizer: o Brasil vai sair muito mal dessa crise.