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Nova disputa à vista

Gilson Daniel não será candidato à reeleição na presidência da Amunes

Ele poderia concorrer após mudança que permitiu a eleição de ex-prefeitos, mas decidiu apoiar outro candidato para chefiar a entidade: o mesmo a ser apoiado pelo governo Casagrande

Públicado em 

11 fev 2021 às 18:19
Vitor Vogas

Colunista

Vitor Vogas

Gilson Daniel diz que não é candidato à presidência da Amunes Crédito: Amunes/Divulgação
O ex-prefeito de Viana Gilson Daniel (Podemos) não será candidato à reeleição na disputa pela presidência da Associação dos Municípios do Espírito Santo (Amunes). Ele chegou a cogitar concorrer a um novo mandato, mas mudou de ideia: “Uma decisão eu tomei já esta semana: concluo meu mandato e trabalho na Amunes e não serei candidato à reeleição”, afirmou o ex-prefeito, na tarde desta quinta-feira (11).
A eleição da próxima Diretoria Executiva da entidade, incluindo o próximo presidente, está marcada para 31 de março. Tecnicamente, Gilson Daniel até poderia concorrer a mais um biênio à frente da associação que representa os municípios capixabas, mesmo não sendo mais prefeito.
O estatuto original da Amunes, datado de 2006, e o regimento interno, de 2012, só permitiam a eleição de “sócios natos”, assim compreendidos somente prefeitos e vice-prefeitos em pleno exercício dos respectivos mandatos.
Mas ambos os documentos foram atualizados em 2020, durante a presidência do então prefeito de Viana, e sofreram diversas modificações. Entre elas, um dispositivo que passou a permitir que ex-prefeitos também integrem chapas e se candidatem a cargos na Diretoria Executiva, incluindo a presidência. Assim, a partir dessa eleição interna, ex-prefeitos também podem concorrer.
Para variar, a eleição da Amunes deverá ser marcada por influência direta do Palácio Anchieta. Gilson Daniel apoiará como seu sucessor o candidato que tiver o apoio do governo de Renato Casagrande (PSB), de quem é grande aliado no tabuleiro político estadual.
A Comissão Eleitoral da Amunes já foi formada e, nesta quinta-feira (11), realizou a sua primeira reunião. O presidente é o prefeito de Dores do Rio Preto, Claudenir José de Carvalho Neto, o Ninho (Cidadania) , enquanto o secretário é o prefeito de Mantenópolis, Herminio Hespanhol (MDB).
A eleição será realizada no dia 31 de março, das 13h às 17h. No próximo dia 26, cumprindo o prazo estatutário, será publicado o edital com todas as informações pertinentes ao processo eleitoral da associação.
Além de ter peso (agora como cabo eleitoral) na eleição interna da Amunes, Gilson Daniel é o presidente estadual do partido Podemos e está prestes a ingressar no primeiro escalão do governo estadual. A pasta a ser comandada por ele ainda não foi definida.

OS COTADOS NA SUCESSÃO

O candidato do Palácio Anchieta ainda não veio à tona, mas apuramos que um nome bem cotado no momento é o do prefeito de Anchieta, Fabrício Petri, reeleito em 2020 pelo PSB, partido do governador.
Emissários do Palácio Anchieta chegaram a sondar o prefeito de Cachoeiro de Itapemirim, Victor Coelho, eleito em 2016 e reeleito em 2020 pelo PSB. Alguns gostariam que ele fosse candidato à presidência, ou que pelo menos compusesse a chapa governista, mas ele não tem o menor interesse. Victor esteve no Palácio Anchieta nesta semana, mas, à coluna, confirmou que a Amunes não está nos seus planos e disse que foi tratar apenas de assuntos relativos a Cachoeiro.
Correndo numa raia à parte, quem tem se movimentado para viabilizar candidatura à presidência é o prefeito de Ibatiba, Luciano Pingo, reeleito em 2020, pelo Republicanos.

BARRIGUEIRA LUBIANA

No terreno das conjecturas, um nome que não pode ser ignorado é o de Mário Sérgio Lubiana, mais conhecido como Barrigueira Lubiana. Ele acaba de encerrar seu segundo mandato seguido como prefeito de Nova Venécia (portanto, está sem mandato). É filiado há muito tempo ao PSB de Casagrande. E, visto que a Amunes abriu essa possibilidade de candidaturas de ex-prefeitos, Barrigueira, tecnicamente, está apto a disputar.
Seja como for, é bem provável que o ex-prefeito de Nova Venécia seja aproveitado em algum espaço no governo Casagrande (mesmo que no 2º escalão), na minirreforma do secretariado prevista para este mês ainda.

O LEQUE DE OPÇÕES DE GILSON

Que Gilson irá para o governo, ninguém discute (nem ele). O problema a equacionar é em qual secretaria. Três delas são mais fortemente cogitadas: a de Agricultura (hoje ocupada por Paulo Foletto, do PSB), a de Desenvolvimento Urbano (hoje sob o comando de Marcus Vicente, do PP) e a de Desenvolvimento (hoje com Marcos Kneip Navarro).
Gilson prefere as duas primeiras por ter perfil de articulação com prefeitos, muito mais que com empresários. Além disso, tanto a Agricultura como o Desenvolvimento Urbano proporcionam muitas entregas nos municípios. E não se pode perder de vista que o ex-prefeito de Viana é pré-candidato a deputado federal no ano que vem. 

SECRETARIA EXTRAORDINÁRIA

Mas uma quarta possibilidade, ainda que não seja a mais forte, já entrou na mesa de discussão dos conselheiros palacianos: seria a criação de uma Secretaria Extraordinária de Articulação com os Municípios, sem criação de despesa nem de estrutura, vinculada à Secretaria de Estado de Governo (cujo chefe é o secretário Tyago Hoffmann, do PSB).
Nessa condição, Gilson poderia atuar como uma "porta de entrada" para os prefeitos no governo, ouvindo, anotando, encaminhando e "desenrolando" os pleitos dos prefeitos junto às outras secretarias. E, claro, aparecendo na foto da entrega como o grande "facilitador", isto é, como "quem tornou aquilo possível". 

PREFEITO DE MONTANHA

Enquanto isso, o governo Casagrande quer emplacar o novo prefeito de Montanha, André Sampaio (PSB), como presidente do Prodnorte, o Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Regional Sustentável do Extremo Norte Capixaba. Hoje a entidade é presidida pelo prefeito de Pedro Canário, Bruno Cinco Estrelas (Republicanos), reeleito em 2020.

Vitor Vogas

Jornalista de A Gazeta desde 2008 e colunista de Política desde 2015. Publica diariamente informações e análises sobre os bastidores do poder no Espírito Santo

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