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Mesa Diretora

Erick Musso consolida favoritismo na eleição à presidência da Assembleia

Disputa está afunilada entre Dary Pagung e Erick, com ampla vantagem no momento para o atual presidente. A dúvida é se haverá duas chapas, mas Casagrande indica querer consenso

Publicado em 21 de Janeiro de 2021 às 16:02

Públicado em 

21 jan 2021 às 16:02
Vitor Vogas

Colunista

Vitor Vogas

Sorridente, Casagrande sanciona projeto ao lado de um Erick Musso ainda mais sorridente
Sorridente, Casagrande sanciona projeto ao lado de um Erick Musso ainda mais sorridente Crédito: Helio de Queiroz Filho
A 11 dias da eleição da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa, no próximo dia 1º, o processo está afunilado entre o atual líder do governo Casagrande no Legislativo, Dary Pagung (PSB), e o atual presidente, Erick Musso (Republicanos), com amplo favoritismo para o segundo. A grande dúvida no momento, inclusive de alguns deputados, é se haverá ou não duas chapas. Colocada em outros termos: o governo Casagrande fará uma composição com Erick para ajudá-lo a se reeleger ou bancará a candidatura de Dary contra o atual presidente?
Se o governo for pela segunda opção, significa que não houve acordo com Erick e que o “entendimento” deu lugar ao “enfrentamento”. Mas a tendência muito forte hoje, dizem alguns deputados e até aliados próximos a Casagrande, é de conciliação do governo com Erick. O quadro no momento está muito mais favorável ao deputado do Republicanos. O próprio Casagrande deixou isso nas entrelinhas, ao declarar, em entrevista à CBN nesta quarta-feira (20), que defende uma chapa de consenso, para evitar brigas e sequelas políticas.
Dary continua se movimentando muito cautelosamente, mantendo conversas individuais com os colegas, a fim de se viabilizar. Mas sabe que, para poder mesmo ser candidato, depende fundamentalmente do apoio total do governo: só inscreverá uma chapa encabeçada por ele se essa chapa tiver o carimbo do Palácio Anchieta, a partir de um sinal claro do governo aos deputados da base para que o apoiem em peso, garantindo a maioria dos votos. Em outras palavras, Dary só será candidato se o governo sinalizar aos deputados da base que ele é o candidato do governo à presidência da Assembleia. Mas esse sinal não veio até agora. E, pelo que a coluna apurou, dificilmente virá.
Ao que tudo indica, o governo vai mesmo engolir em seco, aceitar a realidade e seguir confiando em Erick com um pé atrás. Erick era o candidato do governo? Não. Era a solução ideal para Casagrande? Não era. No início de janeiro, gente muito próxima ao governador me garantiu que, se o governo pudesse obter garantias de governabilidade e ainda por cima emplacar um aliado leal na presidência pelo próximo biênio, iria por esse caminho. Uma terceira via efetivamente cogitada no Palácio Anchieta e trabalhada na primeira quinzena de janeiro foi eventual candidatura à presidência de Marcelo Santos (Podemos), como um nome de consenso.
Mas a “saída de cena” de Marcelo, com aquele movimento de postar story ao lado do atual presidente, jogou água no chope dos governistas que queriam a Casa sob nova direção.
O Republicanos de Erick cresceu bastante, é verdade, nas últimas eleições municipais, de maneira impressionante e, até certo ponto, ameaçadora para a atual hegemonia do PSB no Espírito Santo. Abocanhou, inclusive, a Prefeitura de Vitória, com Lorenzo Pazolini, impondo uma derrota embaraçosa, ainda que indireta, ao Palácio Anchieta.
Desse ponto de vista, seria importante para o governo emplacar o próximo presidente da Assembleia com a sua digital, para dar ao mercado político uma demonstração de força, uma prova de que não perdeu o controle do processo político no Estado. Mas como?
A “solução Marcelo Santos”, que poderia agradar às duas partes, subiu no telhado há uma semana, quando o deputado disse à coluna que não é candidato à presidência. Já bancar a candidatura de Dary seria ir para o enfrentamento contra Erick e o Republicanos. Não creio que o governo queira isso, e o próprio governador, repita-se, indica que não querer esse caminho.
Ir para o enfrentamento não é mesmo o perfil de Casagrande, político que tem no pragmatismo uma de suas principais características. Na verdade, ele em geral evita os confrontos. Sempre prefere a conciliação ao conflito, mesmo que tenha que fazer concessões. Um confronto nesse caso com Erick fugiria muito ao estilo dele.
Fiel a seu estilo, Casagrande deve mesmo abrir o caminho para a reeleição de Erick, priorizando a estabilidade na relação com o Republicanos e fiando-se nas juras de lealdade (política e eleitoral) feitas a ele pelo atual presidente da Assembleia.

Vitor Vogas

Jornalista de A Gazeta desde 2008 e colunista de Política desde 2015. Publica diariamente informações e análises sobre os bastidores do poder no Espírito Santo

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