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Bastidores políticos

Curtas Políticas: Com Namy Chequer, PCdoB quer governar Vitória

E mais: a disputa pelos votos da periferia na Capital; por mulher e filhos, prefeito de Barra de São Francisco desiste da reeleição; o elogio de Haddad a Paulo Hartung; Gilson Daniel, dedo de Midas ou de Mick Jagger?

Publicado em 10 de Julho de 2020 às 12:00

Públicado em 

10 jul 2020 às 12:00
Vitor Vogas

Colunista

Vitor Vogas

Namy Chequer
Namy Chequer Crédito: Facebook
O PCdoB é um partido muito pequeno no Espírito Santo. Atualmente, só tem um prefeito no Estado, o de Baixo Guandu, Neto Barros. Não tem por hábito lançar candidatos próprios a prefeituras, sobretudo em municípios da Grande Vitória. O partido participou de várias das últimas administrações da Capital, mas nunca com protagonismo. Desta vez, porém, o ex-vereador Namy Chequer assegura: ele será candidato a prefeito de Vitória. É um 13º nome numa disputa em que, declaradamente, 12 outros partidos já apresentam candidato próprio.
“Eu sou o pré-candidato a prefeito e temos uma boa chapa para vereador(a). O PCdoB é a única força política de Vitória que participou de seis alianças vitoriosas para a prefeitura. O MDB venceu apenas uma, o PT e o PSDB venceram três cada um e o PPS venceu duas. Foram nove disputas”, conta Namy, desde a redemocratização do país, nos anos 1980.
“Agora, vamos com candidatura própria. Vitória sempre elegeu prefeitos de centro-esquerda. Até mesmo aqueles que depois foram para a direita, enquanto candidatos se apresentaram como centro-esquerda. Todos. O povo daqui não vota em aventureiros. Nunca elegeu um deles, desde que foram restabelecidas as eleições diretas em 1985.”
Para o ex-vereador e também jornalista, o eleitorado de Vitória é muito rigoroso e criterioso, o que o leva a só escolher bons administradores. “É por isso que só tivemos bons prefeitos. Uns mais, outros menos, mas todos bons. Até na época do regime militar, os escolhidos foram bons: Carlito [Von Schilgen], Chrisógono [Teixeira da Cruz], Setembrino [Pelissari], Berredo [de Menezes], todos de excelente nível. O povo de Vitória tem muito a perder pela cidade linda que tem. Daí o cuidado na escolha. Achamos no PCdoB que minha experiência e conhecimento da cidade vão fazer a diferença.”
Namy se apresenta para a disputa como representante do Centro de Vitória, destacando um “jejum histórico”: “Desde 1963, quando Solon Borges era o prefeito, Vitória nunca mais teve um prefeito morador do Centro, hoje tão decaído. Nossa candidatura vai colocar o Centro no centro do debate”.
O jornalista foi vereador por cinco mandatos, de maneira intervalada, entre 1989 e 2016. No primeiro mandato do atual prefeito, Luciano Rezende (Cidadania), foi líder do prefeito na Câmara no primeiro biênio (2013/2014) e presidente da Casa no segundo (2015/2016).

DISPUTA PELA PERIFERIA EM VITÓRIA

No último sábado (4), ao analisarmos a pré-candidatura do ex-prefeito João Coser (PT) à Prefeitura de Vitória, afirmamos que o candidato da situação, Fabrício Gandini (Cidadania), enfrenta alguma dificuldade de “entrada” em bairros de mais baixa renda de Vitória, assim como alguns adversários perfilados à direita, como o também deputado estadual Lorenzo Pazolini (Republicanos).
Sobre Pazolini, contudo, é preciso fazer uma reconsideração no que toca a essa suposta dificuldade de entrada que estendemos a ele. Em sua primeira eleição, disputada em 2018, justamente para deputado estadual, o delegado de polícia licenciado foi o candidato a esse cargo mais votado em 22 dos 49 bairros de Vitória considerados, sendo quase todos eles de periferia. No geral, foi o 3º candidato a estadual mais votado na cidade.
Campeão de votos para o cargo no Estado e também na Capital, Sergio Majeski (PSB) dominou os bairros de classe média alta, tendo vencido em 15 deles.
Já Gandini teve votação mais bem distribuída. Venceu em somente três bairros, mas sobrou em Jardim Camburi e, no cômputo total, ficou em 2º lugar na cidade, à frente de Pazolini.

GANDINI E PAZOLINI PALMO A PALMO

Bom destacar, a propósito, que Gandini e Pazolini, adversários certos nas urnas em novembro, tiveram votação muito próxima para deputado em 2018, entre os eleitores de Vitória. O pré-candidato da situação à prefeitura teve 10.382 votos, enquanto o da oposição somou 9.995.

MARIM DESISTE DE REELEIÇÃO

Enquanto isso, em Barra de São Francisco, região Noroeste do Estado, o prefeito Alencar Marim, que trocou o PT pelo PSB no início deste ano, anuncia que não será candidato à reeleição. Um dos motivos alegados por ele foi bastante original, dando uma concepção bem específica ao popular “questões familiares”.

MARIDO AJUIZADO

Marim é pai de três crianças, dois gêmeos de 10 anos e uma menina de 8. Segundo o prefeito, durante o próximo mandato, seus três filhos, hoje crianças, já serão adolescentes. Comas exigências do cargo, ele poderia se dedicar muito pouco aos filhos. Concluiu, então, que seria muito difícil para sua esposa a tarefa de cuidar praticamente sozinha de três adolescentes. Se um já é complicado…
Olha, como prefeito não sei, mas ganhou o selo de Super Pai e Marido Ajuizado.

SEM ACORDO COM ENIVALDO, NO MOMENTO

Voltando à seriedade, em resposta à coluna, o prefeito afirmou que ainda não escolheu quem vai apoiar. A princípio, ele não está no mesmo grupo do deputado estadual Enivaldo dos Anjos (PSD), pré-candidato da cidade já governada por ele nos idos dos anos 1980.

HADDAD ELOGIA PAULO HARTUNG

Entrevistado do programa “Roda Vida”, da TV Cultura, na última segunda-feira (6), o ex-prefeito de São Paulo e ex-ministro da Educação Fernando Haddad (PT) fez menção elogiosa aos resultados dos governos de Paulo Hartung (sem partido) na área da educação.
Haddad discorria sobre o Fundeb (criado em 2007, no início do segundo governo Lula, quando ele estava à frente do MEC). Destacou que o governo decidiu, naquele momento, fortalecer o financiamento da educação pública em oito dos nove Estados do Nordeste, mais Pará e Amazonas, para melhorar a qualidade do ensino nessas unidades federativas, então muito abaixo das demais. Esse objetivo foi atingido em tais Estados. Mas Haddad destacou outros dois em que também se registrou evolução nos indicadores de qualidade de ensino, segundo ele, “sem dinheiro novo”: Goiás e Espírito Santo.

JUNTOS MESMO?

Tanto Haddad como Hartung estão entre os signatários do manifesto seminal do movimento Estamos Juntos, que prega a defesa da democracia no país e pode redundar (ou não) na formação de uma “frente progressista” contra o governo Bolsonaro.

Cena Política: Gilson Daniel tem dedo de Midas ou dedo de Mickidas?

Como argumentamos aqui no último dia 2, com bom capital político no momento, o prefeito de Viana, Gilson Daniel (Podemos), ainda não escolheu o candidato à sua sucessão, mas, quando o fizer, esse candidato nascerá forte. Gilson teria hoje praticamente um “dedo de Midas” na disputa local. Mas há controvérsias. Opositores do prefeito de Viana dizem que, na cidade, ele é mais conhecido como Mick Jagger, pelo histórico de fracassos eleitorais dos candidatos apoiados por ele. Em 2014, com o apoio dele, Casagrande (PSB) perdeu a reeleição para o governo do Estado. Seu candidato a deputado estadual, Vandinho Leite, também perdeu.

Dois anos depois, candidatos a vereadores abraçados por Gilson não tiveram êxito em Viana, como César Lázaro, Pastora Valéria, Joílson Broedel e Lourenço Capdeville. Em 2018 foi um dos principais apoiadores da senadora Rose de Freitas para o governo. Perderam feio. Tampouco foram eleitos seus candidatos a deputado estadual, Edinho Lima, e a federal, Mrcus Vicente e Ledir Porto.

E agora, Viana?

Vitor Vogas

Jornalista de A Gazeta desde 2008 e colunista de Política desde 2015. Publica diariamente informações e análises sobre os bastidores do poder no Espírito Santo

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