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Jornalista de A Gazeta desde 2008 e colunista de Política desde 2015. Publica aqui, diariamente, informações e análises sobre os bastidores do poder no Espírito Santo

Corrida eleitoral na OAB-ES

Homero Mafra sobre ter feito a defesa de Hilário Frasson, acusado de mandar matar Milena Gottardi: "Um advogado que me criticar critica a própria advocacia. Ou faz palanque eleitoral"

Publicado em 15/06/2018 às 21h53

Letícia Gonçalves (Interina)

 . Crédito: Amarildo
. Crédito: Amarildo

Os nove anos de Homero Mafra à frente da Ordem dos Advogados do Brasil – seccional Espírito Santo (OAB-ES) estão batendo à porta. E uma nova eleição se aproxima. O pleito será realizado apenas na segunda quinzena de novembro, mas as movimentações já começaram. Homero, desta vez, diz que não vai tentar a reeleição. Ele pretende emplacar o sucessor, o atual secretário-geral Ricardo Brum. Na outra ponta estão José Carlos Rizk Filho, que disputou em 2015 e ficou em segundo lugar, e o estreante Jovacy Peter Filho.

Este último integrava a chapa de Santuzza Costa Pereira – terceira colocada na eleição passada. Mas agora Santuzza decidiu apoiar Brum. São todas pré-candidaturas, por enquanto, uma vez que a inscrição de chapas será apenas 45 dias antes da eleição. Algumas cartas, no entanto, já estão na mesa.

Dado o período em que Homero ocupa a presidência, o discurso de renovação versus continuidade deve se repetir. Peter Filho, o nome mais recente a se anunciar na disputa, diz que um dos pilares da sua campanha será o fim da reeleição na OAB. “Essa regra vem do Conselho Federal, mas o que a gente pode fazer é levar essa discussão para lá e vai ser levada. Precisamos de oxigenação das lideranças. Sem isso, você as perpetua”, afirma. “Há um movimento da situação para indicar o possível sucessor e há uma dúvida se essa sucessão vai realmente acontecer ou se ele (Homero) vem para um quarto mandato”, provoca.

Homero, no entanto, é taxativo: “Eu te digo: mesmo que tenha um contratempo e, não acredito que tenha, não disputo mais em hipótese alguma”. Ele avalia concorrer a uma vaga no Conselho Federal da Ordem.

 

Quanto à pauta da renovação, ela é endossada pelo próprio presidente da OAB-ES. “É preciso renovar, ter alternância. Dois mandatos é razoável até. O terceiro não deve ocorrer, salvo em circunstâncias extraordinárias, o que foi o caso (ele lembra que não concorreria ao terceiro mandato, em 2015, mas substituiu Luciano Machado, a quem apoiava e que desistiu da disputa).”

Homero considera o apoio a Ricardo Brum como um sinal ao novo. “Ele tem uma visão de mundo diferente da minha, é outra geração que está chegando ao centro decisório da Ordem agora”, afirma Homero. E faz até uma confissão: “Ricardo foi fundamental para a atual gestão, que é exitosa. Eu não sou um bom gestor, reconheço”.

 

O próprio Brum se vê como “uma continuidade agregando valores, pessoas e ideias novos, com avanços”. “E temos conversado com pessoas que estiveram em grupos diferentes, como a Santuzza. Isso mostra que não é uma continuidade pura e simples”, complementa Brum.

Já Rizk Filho observa tudo com cautela. “É muito cedo para dizer ainda quem são os candidatos”, pondera. Mas ele já se movimenta. “Nossa falha, da última vez, foi não ter tempo para andar. Ganhamos em Vitória e esquecemos o interior. Agora estou muito animado”, conta.

Santuzza avalia que não foi possível uma composição dela com os demais (Rizk Filho e Peter Filho) porque “chega um momento em que a ideologia atrapalha um pouquinho. É uma luta em prol de uma instituição e não pessoal”.

Vivo na disputa

Há quem, no entorno do Palácio Anchieta, note certo movimento para que o deputado Amaro Neto não dispute o Senado, mas seja alocado numa vaga como vice do governador Paulo Hartung (supondo que o emedebista concorra à reeleição) ou parta em busca de uma cadeira na Câmara Federal. A tentativa de parceria com o senador Ricardo Ferraço – encontro que a coluna registrou ontem – seria uma alternativa para brecar tal movimento.

Indefinição incomoda

Amaro fala como pré-candidato ao Senado e correligionários dele, como o deputado Hudson Leal, garantem que a pré-candidatura está mantida. O apresentador de TV, no entanto, já se incomoda com a indefinição de Hartung sobre disputar ou não o governo do Estado. “O governador está protelando muito a decisão dele. E isso é ruim para os dois lados, para a oposição e a situação. Quem está do lado do governador não sabe qual é o pensamento, se ele tem um plano B. Mas é o perfil dele. Se ele conseguiu tantas vitórias assim...”

Articulação

Os partidos que orbitam o Palácio Anchieta não estão parados. Todas as segundas-feiras, há três semanas, têm se reunido na Assembleia.

Passado presente

Depois de ter sido rifado da disputa pela presidência da Associação dos Municípios do Espírito Santo (Amunes), em março do ano passado, o prefeito de Viana, Gilson Daniel, diz que essa história já ficou no passado, mas deixa escapar uma alfinetada em Guerino Zanon, atual presidente da entidade: “O presidente da Amunes nem sequer vai lá”.

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