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Jornalista de A Gazeta desde 2008 e colunista de Política desde 2015. Publica diariamente informações e análises sobre os bastidores do poder no Espírito Santo

Casagrande prestará contas à Assembleia na próxima segunda (7)

Governador será sabatinado pelos deputados. Majeski pediu para assessores do governo não lotarem o plenário, como costuma ocorrer nas sabatinas anuais

Publicado em 02/12/2020 às 10h16
Atualizado em 02/12/2020 às 11h07
Projeto de reajuste proposto por Casagrande será lido hoje (26) na Assembleia
Projeto de reajuste proposto por Casagrande será lido hoje (26) na Assembleia. Crédito: Bernardo Coutinho

O governador Renato Casagrande (PSB) prestará contas na Assembleia Legislativa na próxima segunda-feira (7), às 15h. Ele estará presente no plenário da Casa de Leis capixaba e, após uma apresentação inicial feita da tribuna, será sabatinado pelos 30 deputados, que poderão lhe fazer questionamentos publicamente.

Mais que uma tradição, a prestação de contas anual do governador aos deputados é uma obrigação do chefe do Executivo, prevista na Constituição Estadual. A princípio, ela deveria ter ocorrido no início de março. Em fevereiro, o presidente da Assembleia, Erick Musso (Republicanos), chegou a convocar o governador para comparecer perante os deputados e fixou prazo para isso. Devido à pandemia do novo coronavírus, o compromisso foi adiado. Naquela oportunidade, o deputado Capitão Assumção (Patriota) chegou a protocolar um pedido de impeachment contra o governador, por causa do não cumprimento do prazo inicial

Na sessão plenária desta quarta-feira (2), após o anúncio da prestação de contas, o deputado estadual Sergio Majeski (PSB), do mesmo partido de Casagrande, pediu à Mesa Diretora para assegurar que, dessa vez, o plenário não fique lotado de “assessores ou da claque do governador”, como definiu. Todo ano, durante a prestação de contas, inclusive em governos anteriores, o plenário de fato fica congestionado de membros de vários escalões do Executivo durante a sabatina, que costuma estender-se por horas.

“Me veio uma preocupação e por hábito, na época do Hartung e também da primeira vez do Casagrande, que é trazer uma quantidade gigantesca de gente do governo para aplaudir o governador. Estamos numa época de pandemia que aquilo que serve para nós, que não podemos nem entrar com nossos assessores, que sirva para o governador. Vai ser um prazer recebê-lo.  Mas que ele não traga aquela claque imensa para aplaudi-lo, porque estamos num momento de subida de casos e isso colocaria o plenário em risco”, disse Majeski.

Líder do governo na Assembleia, o deputado Dary Pagung (PSB) garantiu que o governador respeitará todas as regras sanitárias. Majeski ainda pediu que a comitiva do governador fique nas galerias, caso compareça à prestação de contas.

Durante a sabatina, que se dará oito dias após o 2º turno das eleições municipais, será particularmente interessante observar o comportamento de vencedores e vencidos no pleito, sobretudo os deputados de oposição, como Capitão Assumção (Patriota), Vandinho Leite (PSDB) e Carlos Von (Avante), derrotados respectivamente em Vitória, Serra e Guarapari, além de Lorenzo Pazolini (Republicanos), prefeito eleito de Vitória.

Após ter feito oposição ao governo Casagrande em seus dois anos na Assembleia, Pazolini tem acenado com a bandeira branca da paz política na direção do Palácio Anchieta, após sua vitória nas urnas no último domingo (29). 

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