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Virgínia Pelles é sexóloga, escritora, terapeuta sexual, fisioterapeuta uroginecológica, especialista em saúde do idoso e da mulher e apresentadora do programa "Segundas Intenções"" da Rádio Litoral FM"

Por que as pessoas estão sentindo a redução do desejo sexual?

A sexóloga Virgínia Pelles explica que para o desejo ocorrer precisamos ter criatividade, mente tranquila, disposição e autoestima, o que anda meio complicado nesses tempos de pandemia

Publicado em 01/05/2020 às 17h41
Atualizado em 01/05/2020 às 17h41
Muitas pessoas têm perdido o desejo pela outra pessoa
Muitas pessoas têm perdido o desejo pela outra pessoa. Crédito: Divulgação

Por que tantas pessoas têm sentido uma diminuição do desejo sexual? Para entender as possíveis causas, é preciso entender o que é esse desejo. O conhecimento é a chave do sucesso, já ouviu a frase “conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”? Fato!

Vamos pontuar alguns fatores. Primeiramente, você sabe o que é desejo? Não estou falando de sentir vontade de ter algo, mas de uma das fases da resposta sexual humana. O desejo é a primeira fase deste ciclo, que é associada a um estado psicológico que consiste em fantasias de ter alguma atividade sexual. Podemos dizer que o desejo nos motiva a iniciar o ato sexual (penetração), que pode ser provocado por estímulos sensoriais, como olfato (como perfumes) e toques (massagens), visuais ou mesmo imaginários.

Para que isso aconteça, precisamos ter criatividade, mente tranquila, disposição, autoestima (principalmente no universo feminino, para executar algumas fantasias), novidades para estimular todas essas áreas sensoriais, além de hormônios em dia junto com as substâncias químicas para que se tenha elementos favoráveis no organismo. Na rotina agitada do dia a dia, ter tudo isso é meio complicado mesmo, ainda mais quando somos casados e sabemos que podemos “deixar para amanhã”. Imagine então em tempos de pandemia, com todos os medos, inseguranças e ansiedade que esse momento traz consigo.

Além disso tudo, é necessário ter experiências sexuais positivas e prazerosas anteriormente para que a “mente estimule o corpo” a repetir esses momentos de prazer. Pois a depressão, o uso de medicamentos, a ausência de prazer e a dor são grandes aliados da diminuição do desejo.

Devemos ficar sempre em alerta, pois problemas ocasionais com o desejo sexual, que não são persistentes ou recorrentes, não são considerados disfunções sexuais. Mas caso isso seja persistente, pode vir a ser uma disfunção. Neste caso, é preciso procurar um profissional capacitado para ajudar.

E para quem só anda meio devagar, vamos refletir. Já que os casais estão em casa o tempo todo juntos, que tal pensar e fazer diferente. Pense em passar décadas da sua vida comendo apenas feijão e arroz, sentado na cozinha. Parece que, com os passar dos anos, comer apenas isso vai enjoar, não? E posso te afirmar que assim é o sexo.

Como salivar pela comida, se há anos é a mesma coisa? Agora, se é liberada uma moqueca capixaba ou uma lasanha, com uma mesa toda arrumada na varanda, você concorda que dá para animar? Então por que beijar na boca apenas deitado? Ter relação apenas no quarto? Aí não tem desejo que suporte. Precisamos romper o limite das quatro paredes do quarto ou das quatro “perninhas” da cama. Há muitas estratégias para melhorar o desejo, só precisa ter atitude.

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