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Virgínia Pelles

Com comunicação, somos capazes de superar uma traição

Não deve haver julgamentos nem acusações, já que houve uma decisão de seguir juntos: é seguir em frente sem olhar para trás

Publicado em 27 de Fevereiro de 2019 às 17:59

Públicado em 

27 fev 2019 às 17:59
Virgínia Pelles

Colunista

Virgínia Pelles Virgínia Pelles
José Loreto e Débora Nascimento Crédito: Reprodução
Por que será que o caso de José Loreto e Débora Nascimento deu tanto o que falar? Quem traiu quem? Será que a traição foi consumada? E de quem é a culpa? Se fosse feia, a justificativa seria a beleza, mas nesse caso não é. Então o que aconteceu?
No caso de traição, os dois têm parcela de culpa, afinal de contas ninguém se relaciona sozinho, é uma via de mão dupla com 50% de responsabilidade de cada um. Na maioria dos casos, é possível notar sinais, como a falta de comunicação, irritabilidade extrema com a chegada do cônjuge, passar despercebido ou deixar de ser notado na relação, aspectos que não têm nada a ver com beleza.
O triste é que a maioria dos parceiros só passa a notar a traição quando algo ruim acontece, como a partilha de intimidade sexual e/ou emocional. Quando já se corrompeu o respeito, já houve dor, sofrimento, decepção, a situação pode se tornar um caminho sem volta. Infelizmente na maioria dos casos de traição ocorrem danos psíquicos, humilhação social, divórcio, sofrimento, traumas e bloqueios que vão precisar ser vencidos para se iniciar um novo relacionamento, e muitas vezes não é isso que acontece. Toda essa carga negativa é levada para o novo relacionamento, ocasionando muitas vezes um ciclo de repetição.
Em outras situações encontramos um aprendizado, e o casal tem a oportunidade de corrigir os erros e recomeçar uma nova história. Mas para haver paz se faz necessário liberar o perdão verdadeiramente. Pois não deve haver julgamentos nem acusações, já que houve uma decisão de seguir juntos: é seguir em frente sem olhar para trás.
Crédito: Reprodução
Muitas vezes, em ambos os casos, é necessário uma ajuda profissional para encontrar ou reencontrar o equilíbrio emocional e conjugal. É comum se ouvir em consultório que não há possibilidade de diálogo. Caso isso esteja acontecendo com você, procure ajuda, acredito que prevenir seja melhor que remediar.
Para uma empresa ser bem-sucedida, devemos ter uma boa comunicação, muitas vezes para que flua melhor, precisamos criar cenários futuros, fornecendo informações para o planejamento e suporte aos processos decisórios em relação ao negócio. Nesse caso usamos a análise de swot. E por que não restabelecer a comunicação perdida em um relacionamento através dessa matriz?
Para isso, precisamos identificar os pontos fortes e os pontos fracos do relacionamento, junto com as ameaças e as oportunidades. Devemos ser mais honestos e menos hipócritas. Falar a verdade mesmo, apontando os pontos fracos, como estar fora de forma e ter dificuldade de comunicação. Já pontos fortes, bom humor, resiliência, essa parte é uma análise interna do relacionamento. Enquanto que as ameaças e oportunidades são as situações externas, uma ameaça, por exemplo, um ambiente de trabalho, envolvimento com amigos, tudo com falta de maturidade.
E uma oportunidade, ser fiel e planejar um futuro a dois. Sugiro que cada um faça sua análise separada e depois em conjunto a avaliem. Depois disso, trace estratégias bem definidas, chamamos muitas vezes de plano de ação, com metas a serem realizadas como um jantar, um cinema, um almoço, um lanche, quatro noites de “sexo louco” por mês, para se resgatar a conectividade e o diálogo entre o casal. Muitas vezes precisamos resgatar o beijo da adolescência para reacender a chama do amor ou da paixão no relacionamento.

Virgínia Pelles

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