Sair
Assine
Sair
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Excesso de informações

Fenômeno da 'infotoxicação' é um dos desafios da era digital

A "infotoxicação" é um mal que atinge a todos, e acaba se acentuando em períodos em que ficamos muito tempo expostos às telas

Publicado em 27 de Maio de 2021 às 02:00

Públicado em 

27 mai 2021 às 02:00
Vinicius Figueira

Colunista

Vinicius Figueira

Mulher no celular
Na era da informação, esse fenômeno é amplificado pelas mídias sociais e outros meios de comunicação, espalhando-se cada vez mais rápido Crédito: Freepik
Acordamos, pegamos o telefone para ver se há novas mensagens, se nosso perfil favorito está atualizado com stories, se no Facebook tem notícias urgentes. É ou não é verdade? Antes da pandemia, já vínhamos vivenciando um mundo digital com dependentes. Agora, é fato comprovado que estamos fazendo uma série de experiências sociais durante esses tempos de modo a utilizar ferramentas tecnológicas e dos meios digitais, por exemplo, para nos manter conectados uns aos outros durante o período de isolamento.
Agora, se por um lado é desejável e satisfatório se manter informado, por outro a abundância dessas informações pode configurar um fator de descontrole emocional. Problemas relacionados à ansiedade, por exemplo, são muito comuns em pessoas que passam horas por dia navegando nas redes sociais e portais de notícias. O grande volume de informações na internet, TV e aplicativos nos dispositivos móveis é, sem dúvida, um dos grandes desafios dos tempos digitais. A "infotoxicação" é um mal que atinge a todos, e acaba se acentuando em períodos em que ficamos muito tempo expostos às telas.
Infotoxicação é um termo criado pelo espanhol Alfons Cornella, especialista em inovação, nos idos de 1996. O termo busca expressar o excesso de informações não digeridas totalmente, que tende a causar uma série de sintomas emocionais, vindo a acarretar ansiedade, dispersão, estresse, entre outros.
Dados expostos pela USC Annenberg School for Communications evidenciam que a quantidade de dados que circulam na internet durante o dia corresponde a leitura de 176 jornais por dia/pessoa. Esse número está conexo com a quantidade de informações que estamos recebendo diariamente e sem condições de ser absorvido. Assim sendo, um dos sintomas que eclodem desse excesso é a hiperconectividade que corresponde ao desejo de estarmos conectados o tempo inteiro com as plataformas digitais.
O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom, disse na Conferência de Segurança de Munique, em 15 de fevereiro de 2020, que "não estamos apenas lutando contra uma epidemia; estamos lutando contra uma infodemia”. A frase faz ecoar nos tempos de hoje a justificativa ou uma razão, sentido pelo qual a desinformação e rumores aparecem em cena, juntamente com a manipulação de informações com intenção duvidosa.
Na era da informação, esse fenômeno é amplificado pelas mídias sociais e outros meios de comunicação, espalhando-se cada vez mais rápido. Nosso cérebro não dá conta de tanta informação. Com sobrecarga, a relevância dos dados na memória pode se tornar confusa e prejudicar a tomada de decisões, tal como a corrupção da capacidade analítica.
Estamos infotoxicados! Queiramos ou não, estamos. O estudo "Espiral da Verdade", realizado pelo Consumoteca Lab, mostra que 78% dos brasileiros consideram-se inábeis de assimilar todo o conteúdo a que estão expostos diariamente. Mais da metade abre as redes sociais logo que acorda e 33% deles posta imediatamente nas redes sociais tudo que acha de interessante. O bombardeio de conteúdo vem assassinando até o ócio, aquele tempo só nosso e que agora tornou-se tempo para o celular.
Urge a necessidade de estabelecer um limite e uma prioridade para não nos tornarmos mais escravos digitais do que já somos.

Vinicius Figueira

É publicitário. Uma visão mais humanizada dos avanços tecnológicos e das próprias relações sociais tem destaque neste espaço. Escreve às quintas

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

ES está entre os estados mais expostos às novas tarifas dos EUA, aponta Findes
ES está entre os estados mais expostos às novas tarifas dos EUA, aponta Findes
Coração captado em hospital de Vitória sendo levado para São Paulo
Força-tarefa viabiliza doação de coração do ES para São Paulo
Imagem de destaque
A reação do governo Lula ao novo tarifaço de Trump: 'Seguiremos sem viralatice'

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados