O termo que compõe o título de hoje não é de minha autoria, mas de um bispo católico, capixaba, nascido nas terras de Alegre, Dom Vicente Ferreira. Atualmente, trabalha nas terras mineiras e tem sido um comunicador, pelas redes sociais e pelas vias sociais, contra o caos instalado no Brasil. A sua voz começou a ser levantada dado o incidente de Brumadinho, região em que o religioso atua. Lá, ele se uniu a milhares de famílias que pediam direitos e dignidade de vida depois da tragédia.
Ele não para por aí. Ele não usa só das redes, mas da música, da cultura, da arte, da poesia, para expor pensamentos e defender causas. Recentemente, o bispo vem sendo a sombra de Bolsonaro e a luz para um Brasil incinerado no caos da política extremista do governo. Em uma rede social, Dom Vicente vem conclamando: “Jesus, Senhor da verdade, o que será de sua gente, nas mãos de quem mente? Da justiça, que pune o pobre somente; deixando a Vale destruir, impunimente. E do nosso Presidente com suas palavras e gestos inconsequentes. Livrai-nos da covardia de sermos, como cristãos, indiferentes. ”
Ele vem sendo atacado e perseguido por inúmeros militantes da extrema direita, mas, por outro lado, vem sendo apoiado por lideranças religiosas, sociais, ecumênicas e políticas. Chamam o bispo de comunista, esquerdista, “petralha”, entre outros adjetivos que visam a enquadrá-lo em um lado político.
A causa de Vicente é maior que “de um lado”, é uma causa que toca a realidade tangível e palpável do Brasil. Nesta semana, mais uma vez, ele usou das suas redes sociais para dizer: “O Brasil atravessa graves problemas. E o presidente continua com sua engenharia do caos. Agora, essa obsessão em acusar processos eleitorais consolidados. Não nos enganemos. Ele é um servo da volúpia do capital. O que Deus pede de nós? A defesa dos direitos humanos e da natureza”.
O bispo não tem meio termo. Sua voz, que incomoda a uns, consola outros. E esses outros são os mais atingidos por um sistema ou por uma instituição de Estado que tem lado, que tem interesses e que, hoje, prefere instalar caos do que enfrentar os muitos caos que já existem nas diferentes realidades do povo brasileiro. Ora o negacionismo de uma pandemia, ora a ambição pelo voto impresso, ora questionamentos inúmeros e infundados. Assim segue o Brasil.
Mas a esperança é a última que morre, mesmo que o Brasil acima de todos, Deus acima de tudo tenha nos jogado "num fosso desumano. Sim, estamos acima de todos os recordes negativos da pandemia. Desastroso ver o nome de Deus e de nosso país sequestrados por esse governo insano. Coragem! É perigoso, mas vamos reverter isso. Ainda temos fé”, como disse Dom Vicente. Quem viver verá!