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A geração Z e o valor a marcas com causas: eis a geração da transformação

Embora abracem a luta por questões que abarquem o coletivo (social), e por serem uma geração configurada à conexão em rede, os jovens se sentem sozinhos

Publicado em 22/04/2021 às 02h00
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Geração Z: eles são nativos digitais, criadores de conteúdo, influencers e militantes de suas próprias questões. Crédito: Unsplash

O mundo é ágil quando o assunto é mudança. Heráclito, filósofo nascido na atual Turquia, já dizia: “Nada é permanente, exceto a mudança”. As gerações também seguem essa teoria, e hoje nos defrontamos com a geração Z. Uma geração composta por quem nasceu na primeira década do século XXI tendo como autenticidade a íntima relação com a tecnologia e com o meio digital, considerando que ela nasceu no momento de maior dilatação tecnológica proporcionada pela popularização da internet.

Eles são nativos digitais, criadores de conteúdo, influencers e militantes de suas próprias questões. Recentemente, o site “Meio Mensagem” divulgou uma pesquisa com título “Truth About Generation Z”, realizada pela McCann, que se encarregou de ouvir 2.500 jovens em 26 países e trouxe saldos surpreendentes.

O estudo indicou que 69% dos entrevistados no mundo afirmam estarem inclinados a pagar mais a uma marca quando ela tem valores alinhados aos seus, enquanto no Brasil a porcentagem cresce para 71%. Do mesmo modo, 66% dos jovens entre 18 e 24 anos afirmam que a sua geração tem a habilidade de atuar na resolução de problemas globais, baseados em pilares como clima, sociedade, igualdade e representatividade. Ainda segundo dados do Brasil, 81% da Geração Z acreditam que carregam consigo a responsabilidade de contribuir positivamente à comunidade em que vivem.

A abordagem enfatizou também que 81% dos brasileiros esperam que coisas ruins aconteçam no mundo atualmente. Ainda, 53% dos 2.500 jovens analisados concordam que “a sociedade permanecer a mesma como é atualmente” é mais assustador do que “a sociedade mudando drasticamente no futuro”.

Embora abracem a luta por questões que abarquem o coletivo (social), e por serem uma geração configurada à conexão em rede, os jovens se sentem sozinhos ainda que contem com a companhia de familiares e amigos (75%). Além disso, 38% da porção brasileira dizem que os problemas atuais são grandes demais para serem resolvidos, contra 34% mundialmente. A pesquisa também despontou uma geração ansiosa no Brasil, na qual 69% sentem-se pressionados a estarem sempre ocupados.

CONFIANÇA NAS MARCAS

Dados os números, o site Meio Mensagem ouviu Renata Bokel, CSO da WMCCann (Promotora da Pesquisa), que relatou que os jovens brasileiros tendem a confiar mais nas marcas do que no próprio governo. “Eles [os jovens] veem as marcas como aliadas da luta. Vemos que eles pensam que podem influenciar as marcas a ter uma postura diferente e, consequentemente, ter um mundo melhor”, diz.

Ao analisarmos os números e os cruzamentos, faz-se mais que oportuno pontuar que as marcas, que as instituições, estejam atentas e enviesadas a esse público no que tange à afeição deles com as questões que dizem respeito à vulnerabilidade e à fragilidade das relações. Ainda assim, é mais que oportuno enxergar e decodificar as argumentações dos jovens como oportunidade para significar a solidão e o vazio que carregam.

De fato, a cada dia que passa percebemos que as redes sociais se encarregam de exterminar qualquer limite. Por isso, vale pontuar que os jovens da Geração Z não fazem parte de território específico, eles estão pulverizados em cada canto com a força e a estratégia de fazer a mudança acontecer de forma circular e igualitária. Aqui, reiteramos que os autores da mudança não estão em um lugar, mas a mudança está dentro de alguém que está em todos os lugares. Eis a geração da transformação!

Este texto não traduz, necessariamente, a opinião de A Gazeta

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