O suspeito de matar a companheira em Guarapari, cujo corpo foi encontrado no último dia 27, teve uma condenação anterior anulada. Alex Almeida de Barros, de 48 anos, foi acusado pelo assassinato da noiva, chegou a cumprir parte da pena de 12 anos, mas agora vai enfrentar um novo júri popular.
A decisão foi da 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES), que aceitou os argumentos de que os jurados decidiram contra as provas do processo ao desconsiderar as qualificadoras de feminicídio e de asfixia.
Com a anulação, a 2ª Vara de Anchieta deverá realizar um novo júri popular. Até o final de maio, o andamento processual indicava que o caso aguardava uma manifestação do magistrado local; no entanto, antes que o novo julgamento ocorresse, Alex se tornou suspeito de outro assassinato, desta vez em Guarapari.
O crime mais recente traz semelhanças com o anterior: a vítima era uma mulher com a qual ele estava envolvido, foi morta de forma violenta, o corpo foi encontrado dias após o fato e houve a tentativa de se apropriar de recursos financeiros dela.
Crime em Anchieta
A condenação de Alex que acabou anulada envolve a morte de Euzineia Loyola Baptista, ocorrida em 17 de agosto de 2020, em Anchieta, no Sul do Espírito Santo. A vítima foi asfixiada com um fio e jogada em uma piscina que foi coberta após o crime, o que causou a morte por afogamento. O corpo foi encontrado no dia seguinte.
O crime aconteceu na propriedade da vítima, na comunidade de Goembê. Segundo o processo, o denunciado e a vítima discutiam constantemente por problemas familiares. Logo após o crime, ciente de que a vítima possuía R$ 200 mil, ele fugiu com cartão e senha bancária, além de um anel e da aliança de Euzineia.
No primeiro julgamento, os jurados condenaram Alex a 12 anos de prisão, mas o Ministério Público do Espírito Santo (MPES) recorreu por entender que a decisão desconsiderou o feminicídio e o meio cruel (a asfixia). O Tribunal de Justiça aceitou o recurso e determinou o novo júri, em data a ser agendada.
Crime em Guarapari
O caso mais recente veio à tona quando o corpo de Rosi Mari Marcelly Ayalla, de 52 anos, foi descoberto em avançado estado de decomposição dentro de um apartamento no bairro São Judas Tadeu, em Guarapari.
Familiares e amigos, que não a viam há pelo menos 20 dias, pediram ajuda à Polícia Militar para entrar no imóvel. Alex mantinha um relacionamento com Rosi Mari e é o principal suspeito.
Durante as diligências, a polícia identificou que o suspeito estava utilizando pertences pessoais da vítima, incluindo o veículo e o telefone celular. Ele também teria tentado receber cerca de R$ 300 mil resultantes da venda de um apartamento realizada por Rosi Mari.
O suspeito fugiu em direção a Minas Gerais conduzindo o automóvel da vítima. Em uma ação conjunta entre as polícias Civil e Militar mineiras e a Polícia Rodoviária Federal (PRF), foi feita uma tentativa de abordagem. Na ação, ele ateou fogo contra o próprio corpo e foi socorrido para uma unidade hospitalar. Ele ainda permanece internado.
A investigação sobre a morte de Rosi Mari ainda não foi concluída pela Polícia Civil, e a causa exata da morte depende do resultado dos laudos periciais.
A defesa de Alex não foi localizada, mas o espaço segue aberto à manifestação.