Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Vilmara Fernandes

MPES propõe indenização de R$ 100 mil e suspensão de ação por morte de bebê

Caso aconteceu em Vila Velha e a proposta aguarda avaliação da Justiça; família do bebê é contra e pediu mudanças na denúncia

Publicado em 10 de Agosto de 2026 às 03:30

Públicado em 

10 ago 2026 às 03:30
Vilmara Fernandes

Colunista

Vilmara Fernandes Vilmara Fernandes
Médico
Arte - Camilly Napoleão com Adobe Firefly

No último dia 30, o Ministério Público do Espírito Santo (MPES) propôs a suspensão da ação movida contra o médico Adoris Loureiro Lopes, denunciado por homicídio culposo de um bebê de 35 dias. A criança morreu durante um atendimento pediátrico no Centro de Vila Velha.


A proposta de suspensão condicional do processo, com duração de dois anos, estabelece uma série de condições que o médico precisará cumprir. Entre elas está o pagamento de uma indenização de R$ 100 mil à família. Estabelece ainda que ele deverá:


  • Comparecer em Juízo mensalmente

  • Comunicar qualquer mudança de endereço residencial

  • Não frequentar bares ou similares e nem cometer novos delitos

  • Não se ausentar sem autorização prévia do Juízo, por mais de 15 dias


E dito ainda que o médico deverá cumprir todas as condições impostas, que podem ser modificadas pela Justiça, sob o risco de perder o benefício concedido caso descumpra qualquer uma delas.


O documento foi encaminhado ao Juízo da 7ª Vara Criminal de Vila Velha, a quem caberá decidir se vai marcar uma audiência ou determinar que a defesa do médico se manifeste por escrito.


Quer receber as notícias publicadas pela coluna pelo WhatsApp? Então clique neste link


Motivo da suspensão


O bebê morreu em 21 de julho do ano passado, durante um atendimento médico realizado em uma clínica em Vila Velha. Ele havia sido diagnosticado com refluxo. Os pais o levaram à clínica para obter uma segunda opinião do profissional sobre o problema de saúde.  


Em novembro do ano passado, o MP denunciou Adoris, apontando que a conduta dele "violou o dever objetivo de cuidado imposto a qualquer profissional de medicina". Diz ainda que foi "caracterizada a culpa em suas duas fases: a imprudência/imperícia comissiva, que causou o resultado, e a negligência omissiva, que o agravou". 


Em março a denúncia foi recebida pela Vara Especializada em Crimes Contra a Criança e o Adolescente (Veca). No entanto, por se tratar de um delito contra a vida, a atribuição passou para a 7ª Vara Criminal de Vila Velha.


No início de julho o caso voltou para o MP com um pedido do magistrado para que fosse avaliado o previsto no artigo 89, da Lei 9.099/95. A legislação citada prevê a suspensão condicional do processo quando a pena mínima para o crime é igual ou inferior a um ano. É o caso do homicídio culposo, pelo qual o médico foi denunciado.


Protesto da família


A família já apresentou uma demanda ao processo pedindo para ser representada por um assistente de acusação, o que ainda não foi analisado pelo juiz.


No documento, assinado pelo advogado Fábio Marçal, a família contesta a proposta de suspensão condicional do processo. Assinala que a conduta do médico ao atender o bebê, conforme narrado pelo MP,  "não se limitou à suposta manobra inadequada que causou a broncoaspiração do recém-nascido". 


"O que se seguiu foi um ato de profundo descaso: mesmo diante de um bebê em parada cardiorrespiratória, o réu teria se retirado da sala para continuar seus atendimentos eletivos, abandonando a vítima aos cuidados da equipe do SAMU", apontam.


Acrescentam que as características do que ocorreu apontam para a necessidade de aditamento da denúncia. E pedem que o médico seja acusado de homicídio simples (com dolo eventual), o que elevaria a pena mínima para 6 anos.


O que dizem as defesas


A defesa do médico, realizada pelos advogados Rodrigo Faucz, Mário de Oliveira Filho e David Metzker, informa que ainda não teve acesso às condições propostas pelo MP. Acrescentou que, assim que for intimada, irá se reunir com o cliente para tratar do assunto.


Já a família do bebê é representada pelo advogado Fábio Marçal. “Estamos aguardando a manifestação do Judiciário sobre a nossa petição, que ainda não foi analisada”, disse, informando que não poderia falar sobre o caso, que tramita sob sigilo.


MAIS COLUNAS DE VILMARA FERNANDES

Líderes de grupo criminoso investigado no ES somam 30 mandados de prisão

Donos de tirolesa vão ter que pagar pensão a família de engenheiro no ES

Tropa do Urso monitorava a polícia de Colatina pelo WhatsApp

Os detalhes da sentença que condenou jovem por morte de namorada no ES

Jovem que matou namorada no ES é condenado a 30 anos de prisão

Vilmara Fernandes

Vilmara Fernandes Vilmara Fernandes

Aqui você encontra conteúdos exclusivos sobre segurança, justiça e cidadania, com informações que impactam a vida das pessoas e da cidade

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
Horóscopo do dia: previsão para os 12 signos em 24/09/2026
Imagem de destaque
Editais e Avisos - 24/09/2026
Imagem de destaque
Agente da OpenAI se 'infiltrou' em site do governo australiano, diz primeiro-ministro: 'Inaceitável'

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados