Uma operação realizada na manhã desta sexta-feira (7) vai manter na prisão um detento que estava usando o benefício da saidinha para comandar o tráfico do bairro Alagoanos, em Vitória. Trata-se de Wether Alves Clímaco, o Rock, mas que já sustentou o apelido de John Wayne.
Wether foi surpreendido pelos policiais enquanto usufruía do benefício da saída temporária, o que motivou o nome da ação, Operação Sem Saída, realizada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado do Espírito Santo (Ficco-ES), coordenada pela Polícia Federal e teve o objetivo de desarticular o comando do grupo criminoso que domina tráfico de drogas no Morro dos Alagoanos, bairro Caratoíra, em Vitória.
Ele era um antigo parceiro de José Antônio Marim, o Toninho Pavão, que também voltou a ser preso no ano passado. Os dois chegaram a ser conduzidos a um presídio federal na primeira década dos anos 2000.
Wether foi condenado pelo assassinato de um casal. A morte foi ordenada por Pavão, que acompanhou a execução pelo telefone, em uma ligação feita pelo parceiro.
Segundo as investigações, além dos momentos em que estava fora da cela, Wether contava com o apoio de sua companheira, para enviar, do presídio, as ordens para o controle do tráfico.
Ela era responsável por enviar as mensagens e pelo comando da traficância, sendo responsável ainda pelas cobranças e recebimento dos valores destinados ao grupo criminoso. Também foi detida de forma temporária nesta sexta-feira (7).
A descoberta das ações
Em nota, a Polícia Federal informou que a investigação teve início em junho, com a prisão em flagrante de duas pessoas com elevado volume de maconha e crack, pinos plásticos próprios para embalo e venda, além de uma pistola calibre .32 ACP, com numeração suprimida e municiada, e munições do mesmo calibre. Os dois foram autuados, na ocasião, pelos crimes de tráfico de drogas e posse ilegal de arma de fogo com numeração suprimida.
O aprofundamento das diligências ajudou a chegar ao chefe dos detidos dentro do sistema prisional. E ainda, que ele lançava mão do benefício da saída temporária para manter o controle da região e ainda para transmitir ordens aos criminosos em liberdade.
Após representação feita à Justiça, foi autorizado o cumprimento de 2 mandados de prisão temporária e 2 mandados de busca e apreensão, que foram cumpridos. O material apreendido será submetido à análise técnica.
A operação foi realizada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado do Espírito Santo (FICCO/ES), coordenada pela Polícia Federal, com o apoio da Companhia Independente de Operações Especiais e Combate ao Crime Organizado (CIOE) e da Diretoria de Inteligência (DINT) da Polícia Militar do Espírito Santo (PMES), bem como da Subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Justiça (SEJUS), a Operação Sem Saída.
A defesa dos detidos não foi localizada, mas o espaço segue aberto a eventuais manifestações.