Três pessoas acusadas de promover um ataque a tiros no Morro do Quadro, em Vitória, tornaram-se réus em ação penal após o Juízo da 1ª Vara Criminal de Vitória aceitar denúncia contra eles.
No dia 4 de janeiro, mais de 30 disparos foram feitos nas ruas do bairro, deixando cinco pessoas feridas. Entre as vítimas uma criança de 3 anos, um adolescente de 13 e outros três adultos.
Segundo relatos dos moradores, era tarde de domingo e as crianças brincavam na rua quando três homens encapuzados, armados, desembarcaram de um veículo de cor preta e seguiram para uma rua com o objetivo de ocupar o território de uma facção rival.
Os atiradores foram reconhecidos por seu envolvimento com o tráfico de drogas da região do Morro do Cabral, também na Capital.
De acordo com decisão do Juízo da 1ª Vara Criminal de Vitória, responsável pelo Tribunal do Júri, três pessoas vão responder por crimes variados, incluindo as tentativas de homicídio. São eles:
- Gabriel França Ferreira, o “Tchola”
- Juliano Santos de Oliveira, o “Jota”
- Matheus Coutinho de Abreu, o “Ratão”
Também foi aceito o pedido de prisão preventiva apresentado pelo Ministério Público do Espírito Santo (MPES), autor da denúncia.
Ao decretar a prisão, foi informado que ela é necessária diante da gravidade do delito. “Perpetrado em contexto de disputa pelo domínio do tráfico de drogas, mediante elevado número de disparos de arma de fogo, que, inclusive, atingiram pessoas alheias ao conflito, dentre elas duas crianças de apenas 13 e 3 anos de idade”.
Foi destacado ainda a periculosidade dos réus, que possuem diversos registros prisionais, dentre eles tráfico de drogas e porte de arma de fogo de uso permitido.
“Tais circunstâncias revelam a inclinação dos acusados à prática delitiva e desrespeito à ordem jurídica, tornando temerária a concessão de liberdade, diante do concreto risco de reiteração criminosa”, é dito na decisão.
Houve ainda a participação de uma quarta pessoa no ataque. Trata-se de um menor cujo processo tramita na 2ª Vara da Infância e Juventude de Vitória, por ato infracional análogo a homicídio tentado.
A defesa dos acusados não foi localizada, mas o espaço segue aberto à manifestação.
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