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Vilmara Fernandes

Crime na Ilha do Frade: líder criminoso do TCP será julgado por morte de rival no ES

Assassinato ocorreu na praia e deixou uma outra pessoa ferida; motivação foi a disputa pelo controle de um ponto de venda de drogas

Publicado em 08 de Junho de 2026 às 03:30

Públicado em 

08 jun 2026 às 03:30
Vilmara Fernandes

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Vilmara Fernandes

Gabriel Gomes Faria, o Buti, liderança do TCP
Arte Rede Gazeta / Divulgação Sesp

Era tarde de sexta-feira quando a disputa pelo controle de um ponto de venda de drogas resultou em uma troca de tiros que terminou com um morto e um ferido. O ataque aconteceu no ponto conhecido como Pedrinha, na Ilha do Frade, em Vitória, onde as vítimas, uma delas morreu, curtiam com amigos a tarde na praia. 


Gabriel Gomes Faria, o Buti, foi acusado pelos crimes de homicídio e uma tentativa de assassinato  pelo Ministério Público do Espírito Santo (MPES). Junto com os irmãos Luan e Bruno, são apontados como as principais lideranças da organização criminosa Terceiro Comando Puro (TCP), vinculada à traficância de drogas, e cuja disputa pelo controle de áreas é marcada por frequentes tiroteios, ataques e a tentativa de ocupação de territórios rivais.


Um destes ataques resultou na condenação de Gabriel, no último dia 15 de maio, a uma pena de 84 anos de prisão por tentativa de assassinato contra policiais, em ataque promovido no bairro Itararé, em Vitória, em 2023. 


O júri popular do caso ocorrido na Ilha do Frade foi marcado para às 9 horas desta segunda-feira (9), no Fórum Criminal de Vitória. 


O crime na praia


O caso será julgado nove anos após o crime, ocorrido em 9 de junho de 2017. Era por volta das 15 horas, o grupo de amigos deixava o local quando foi surpreendido por Gabriel e alguns comparsas,  que promoveram os disparos de arma de fogo. 


A vítima, Pedro Paulo Vieira, o Pedrinho, tentou fugir, mas foi atingida por mais de 13 perfurações e morreu no local. Uma outra pessoa foi ferida pelos tiros, mas sobreviveu. 


Segundo denúncia do Ministério Público do Espírito Santo (MPES),  a pessoa assassinada tinha recém saído da cadeia e recebeu ameaças para que não retornasse a sua posição no tráfico de drogas. Antes de ser detido ele era “chefe” do tráfico em Itararé, posição que passou a ser ocupada por Gabriel.


Na época, moradores da região relataram que alguns criminosos desceram do carro já encapuzados, surpreendendo quem estava na praia naquele momento. 


A área, inclusive, estava sendo utilizada por noivas para a realização de ensaios fotográficos.


A defesa de Gabriel não foi localizada. O espaço segue aberto à manifestação.


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Vilmara Fernandes

É jornalista de A Gazeta desde 1996. Antes atuou em A Tribuna. Foi repórter nas editorias de Política, Cidades e Pauta. Foi Editora de Pauta e Chefe de Reportagem. Desde 2007, atua como repórter especial com foco em matérias investigativas em diversas áreas.

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