O acesso à informação é um direito humano, imprescindível para o exercício da plena cidadania. Também a nossa Constituição brasileira prevê o acesso à informação a todos como um direito fundamental. É isso: quanto mais se sabe sobre determinado assunto, maior é a possibilidade de compreensão e análise crítica.
Quando a informação é transmitida de forma que a maioria dos receptores é capaz de entender, sem a necessidade de grandes interpretações ou de chancela acadêmica, um passo está sendo tomado para a garantia desse direito humano de acesso à informação. E durante períodos excepcionais como o que estamos vivendo da pandemia da Covid-19, essa garantia deve ser mais ampliada.
Vivemos em tempos de falseamento de verdades e de reprodução desenfreada de desinformações. Isso atrapalha a vida da sociedade em muitos aspectos, especialmente para aqueles que estão em situações vulnerabilizadas socialmente. É o caso de muitas mulheres que, em razão da pandemia e da necessidade de isolamento social, estão em situação mais gravosa de violência doméstica e estão encontrando muita dificuldade de ter acesso a informações de qualidade, especialmente quanto aos canais e locais de atendimento psicossocial, jurídico e policial.
Há diversos setores da sociedade que estão trabalhando para que essa informação chegue a essas mulheres, tanto das áreas institucionalizadas, quanto da sociedade civil. E foi pensando nisso que, por meio do Coletivo Juntas e Seguras, criamos uma Cartilha Informativa (baixe aqui) para que o maior número de mulheres capixabas tenha acesso a informações objetivas e coesas do que é violência doméstica contra mulher e o que elas podem fazer para se sentir seguras. Pensamos em facilitar a linguagem das informações, para que a aproximação com as mulheres seja mais possível.
Nada foi inventado. Todos os dados já estavam postos nas leis, nos canais de comunicação oficiais e nas redes sociais, mas acreditamos que traduzir essas informações da forma mais simples possível (sem perder a importância e a densidade do tema), é um dever cívico. É uma obrigação de quem tem tanto acesso à informação de qualidade. Quando se sabe o nome do problema, quando se tem exemplos dele, fica mais fácil a identificação de que podemos estar passando por ele e, assim, buscarmos ajuda.
Compartilhem informações verdadeiras e de qualidade. Informação pode salvar vidas. Que todas possam ficar juntas e seguras nesse período de Covid-19.