ASSINE
Mestre em Direitos e Garantias Fundamentais. Pesquisa questões referentes a gênero, discursos, poder e violências contra mulheres

Cartilha reúne informações que podem salvar a vida de mulheres

Em razão da pandemia e da necessidade de isolamento social,  muitas mulheres estão em situação mais grave de violência doméstica. Quando se sabe o nome do problema,  fica mais fácil a identificá-lo e buscar ajuda

Publicado em 29/04/2020 às 05h00
Atualizado em 29/04/2020 às 06h15
Mulheres: acesso a informações de qualidade pode mudar vidas
Mulheres: acesso a informações de qualidade pode mudar vidas. Crédito: Divulgação

O acesso à informação é um direito humano, imprescindível para o exercício da plena cidadania. Também a nossa Constituição brasileira prevê o acesso à informação a todos como um direito fundamental. É isso: quanto mais se sabe sobre determinado assunto, maior é a possibilidade de compreensão e análise crítica.

Quando a informação é transmitida de forma que a maioria dos receptores é capaz de entender, sem a necessidade de grandes interpretações ou de chancela acadêmica, um passo está sendo tomado para a garantia desse direito humano de acesso à informação. E durante períodos excepcionais como o que estamos vivendo da pandemia da Covid-19, essa garantia deve ser mais ampliada.

Vivemos em tempos de falseamento de verdades e de reprodução desenfreada de desinformações. Isso atrapalha a vida da sociedade em muitos aspectos, especialmente para aqueles que estão em situações vulnerabilizadas socialmente. É o caso de muitas mulheres que, em razão da pandemia e da necessidade de isolamento social, estão em situação mais gravosa de violência doméstica e estão encontrando muita dificuldade de ter acesso a informações de qualidade, especialmente quanto aos canais e locais de atendimento psicossocial, jurídico e policial.

Há diversos setores da sociedade que estão trabalhando para que essa informação chegue a essas mulheres, tanto das áreas institucionalizadas, quanto da sociedade civil. E foi pensando nisso que, por meio do Coletivo Juntas e Seguras, criamos uma Cartilha Informativa (baixe aqui) para que o maior número de mulheres capixabas tenha acesso a informações objetivas e coesas do que é violência doméstica contra mulher e o que elas podem fazer para se sentir seguras. Pensamos em facilitar a linguagem das informações, para que a aproximação com as mulheres seja mais possível.

Nada foi inventado. Todos os dados já estavam postos nas leis, nos canais de comunicação oficiais e nas redes sociais, mas acreditamos que traduzir essas informações da forma mais simples possível (sem perder a importância e a densidade do tema), é um dever cívico. É uma obrigação de quem tem tanto acesso à informação de qualidade. Quando se sabe o nome do problema, quando se tem exemplos dele, fica mais fácil a identificação de que podemos estar passando por ele e, assim, buscarmos ajuda.

Compartilhem informações verdadeiras e de qualidade. Informação pode salvar vidas. Que todas possam ficar juntas e seguras nesse período de Covid-19.

Covid-19 mulher Pandemia

Se você notou alguma informação incorreta em nosso conteúdo, clique no botão e nos avise, para que possamos corrigi-la o mais rápido possível

Para melhorar a sua navegação, A Gazeta utiliza cookies e tecnologias semelhantes como explicado em nossa Politica de Privacidade. Ao continuar navegando, você concorda com tais condições.

Bem-vindo

A Gazeta deseja enviar alertas sobre as principais notícias do Espírito Santo.