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É bacharel em Filosofia

No carnaval da polarização, o povo dança com recuo ou avanço das tropas

Com um discurso duro e forte, estes puxadores do grupo especial aquecem os tambores da polarização que veio para ficar

Publicado em 25/02/2020 às 06h00
Atualizado em 25/02/2020 às 06h01
Policiais Militares, Civis e Bombeiros protestam  em Vitória no último dia 13 . Crédito: Fernando Madeira
Policiais Militares, Civis e Bombeiros protestam  em Vitória no último dia 13 . Crédito: Fernando Madeira

Em ritmo de disputa, a polarização político-ideológica dos grupos especiais segue ferrenha. Em terras capixabas, desde fevereiro de 2017 a liga especial dos pretorianos da segurança não ficou satisfeita com os resultados da evolução. Já em 2018, ano de eleição, a escola socialista venceu em todos os quesitos. E, como prometido, a anistia foi dada aos foliões da concentração de 2017.

Naquele ano teve até prisão; mas no seguinte, chegou a vez de capitão, um presidente e o outro deputado. Ambos são parte da mesma tropa. Juntos, desde a greve, fortalecem o grito de chamamento da resistência armada. Um é autoridade capixaba, fardado, com discurso e arma na mão. Para solucionar um crime; incentiva outro: R$ 10 mil  de recompensa para quem matar e apresentar um corpo.

O outro, autoridade máxima da nação, cumpre o que foi prometido na campanha: defende o fogo na Amazônia; discrimina índios e negros; dá uma banana para a imprensa e ofende mulheres. Afinal, ele mesmo disse: são “fruto de uma fraquejada”. Democracia? Esta não evolui e nem dá samba no pé. O seu ritmo é outro: adoram recuar no tempo, querem é ditadura, tortura e AI-5.

Da assembleia, com autoridade, os puxadores do grupo especial: os bolsominions de farda dão o tom e gritam o chamamento com o enredo. O que antes era só ensaio, na concentração das academias, evoluiu com a liga da Frente Unida de Valorização Salarial. Esta levou os foliões para desfilar no Palácio da Fonte Grande com a explosão do bloco de (20)17. Em resposta o grupo especial socialista propôs um reajuste salarial. Houve recuo, mas o bloco dos fardados promete voltar com força.

Neste ritmo do “quanto pior melhor”, o objetivo é subverter a ordem estabelecida. Com um discurso duro e forte, estes puxadores do grupo especial aquecem os tambores da polarização que veio para ficar. Mas esta ala de bolsominions escorrega na avenida e não tem samba no pé. Alias, dança e ritmo não é muito com eles. Nem de carnaval gostam. Como falsos moralistas, esbravejam, exaltam a masculinidade, mas no fundo gostam mesmo é do bloco das piranhas.

O sobe e desce do morro leva à dispersão na comissão de frente da sociedade unida capixaba. No meio do fogo cruzado, com tiros, paus e quebra-quebra a avenida sitiada viu a morte. Revoltados desfilam as famílias, instituições de direitos humanos e moradores com o lema: “Vidas periféricas importam. Parem de nos matar!”. A mocidade Território do Bem carrega bandeiras e estandartes, pede paz, exige respeito e justiça.

O grupo especial do governo mostra força e tem planos para resolver o problema. Confiantes, vamos seguir com a festa que não pode parar, afinal “Pingou... já desce a abrideira, é carnaval!”. E “mesmo entre guerras de disputas, samba é samba e a festa é de paz”. Então o jeito é vestir a fantasia, deixar o “pega no samba” tomar conta e invadir a avenida em explosões de empolgação e alegria.

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