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Crônica

Trump e Nero, quando o poder absoluto vira espetáculo

Amigos, não se esqueçam de que nós, os brasileiros, possuímos armas secretas inimitáveis que, se infiltradas nas instituições governamentais, amigas ou inimigas, de qualquer nação do mundo, seriam mais eficientes do que qualquer bomba atômica

Publicado em 06 de Janeiro de 2026 às 03:00

Públicado em 

06 jan 2026 às 03:00
Paulo Bonates

Colunista

Paulo Bonates

Para quem acha que Donald Trump é um tresloucado comum, saibam que se inspirou em Nero, imperador de Roma, que reinou no século I d.C. Tal autoridade secular vivia grudada em uma harpa, sem saber tocar, obrigando os súditos a aplaudir, por assim dizer, as óperas caóticas criadas por ele, por dias seguidos.
Vejam como o poder absoluto pode fazer e acontecer.
Quando soube ter nascido na barriga de sua mãe, dona Agripina, Nero não acreditou. Ordenou contra toda a razão que abrissem imediatamente, a frio, a própria mãe. Pelo amor de Deus não contem essa história para o atual presidente dos Estados Unidos.
Ao ser informado de que Roma estava com focos de peste e precisava de saneamento, Nero não pestanejou e, bem ao seu estilo, ordenou atear fogo na cidade. Trump também não pestaneja, todo santo dia comete um ato extraordinário.
Quando estava à beira da morte, Nero eternizou sua autoavaliação: “Que grande artista o mundo vai perder!”.
Historicamente, o evento serviu de tema até para o Carnaval do Rio de Janeiro. Carnavalesco dos anos 50, Jorge Goulart fez imenso sucesso com a marchinha que dizia assim: “Nero tocou fogo em Roma, você incendiou meu coração. Dizem que ele era louco, mais do que louco eu fiquei na solidão”.
Então.
Neste exato momento em que escrevo essas mal traçadas linhas, do nada, o nosso Trump ataca a “ameaçadora” Venezuela. Usando argumentos sem senso, nem sentido, sequestrou, com licença da má palavra, o ditador Nicolás Maduro, sem apoio de ninguém.
Por ironia do destino, os norte-americanos, com toda a sua usual prepotência, não foram capazes de proteger seu próprio povo, por exemplo, do ataque às Torres Gêmeas, em New York, em 11 de setembro de 2001, que assassinou cerca de 3 mil pessoas. O mínimo que se esperava de uma nação adulta, militarmente, era uma poderosa blindagem em defesa da vida do povo em uma cidade como Nova York. Aliás, é linda.
Explosão em Caracas, na Venezuela, após ataque dos Estados Unidos
Explosão em Caracas, na Venezuela, após ataque dos Estados Unidos Crédito: Reuters/Folhapress
Arsenal tupiniquim.
Amigos, não se esqueçam de que nós, os brasileiros, possuímos armas secretas inimitáveis que, se infiltradas nas instituições governamentais, amigas ou inimigas, de qualquer nação do mundo, seriam mais eficientes do que qualquer bomba atômica, como por exemplo, o Orçamento Secreto, a PEC da blindagem, as facções criminosas, as milícias, assaltantes autônomos, etc, etc e etc e bota etc nisso.
Que venga el toro.
Dorian Gray, meu cão vira-lata, patriota que é, já partiu para a fronteira Brasil-Venezuela.

Paulo Bonates

É médico, psiquiatra, psicanalista, escritor, jornalista e professor da Universidade Federal do Espírito Santo. E derradeiro torcedor do América do Rio.

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