Paulo Torre, Rubinho Gomes e eu, formávamos “Os animais”. Paulo Torre usava uns óculos minúsculos, Rubinho, suspensórios listrados de vermelho, verde e branco para provar que torcia e torce freneticamente pelo Fluminense, e eu um Fusca verde esperança.
O trio era - e é - o máximo. Não é porque um de nós ousou morrer, sem autorização, que “Os animais deixaram de, vamos dizer, animar a festa.
Vamos juntos e separados, mas compartimos o mundo e a Barra do Jucu. Falando nisso, outro dia por milagre espiritual encontrei a foto do Vitor Santos Neves, o Guru Secreto.
Dessa nossa ala, lembro, assim de passagem, da dupla sertaneja Pedro e Paulo Maia. Querem mais: Claudio Bueno Rocha, o CBR, Vinicius Seixas, Marien Calixte, José Casado, Luiz Tadeu, Maura Fraga, Terezinha Calixte, Serginho Egito, Betty Feliz, Amylton de Almeida, Beth Rodrigues, Nena B, Miriam e Marcelo Neto, Joaquim Nunes, Tinoco e Erildo dos Anjos, José Barreto, Makoto, Gildo Loyola, Sheyla Silva, Yamara Torres e muitos outros. Conforme-se com os primeiros nomes que me vêm à cabeça e aguarde a próxima lista.
Então.
Durante o agradável dever de esculpir essas mal traçadas, alguém me pede para dizer o que penso da IA, que não é inteligência, é burrice e força bruta, trata-se da mais elementar capacidade de acumular coisas parecidas e a total incapacidade de pensar e fazer pensar. Tenho dito. Os dinossauros nos ensinaram muito mais.
Só para dar um exemplo, Vinicius Seixas nos ensinou sobre o poder de um jornal e a mágica de uma redação, com a doçura e o poder de um cavaleiro do século XV. Na época em que tudo era humano, a inteligência era obtida pelo cérebro e se especializava individualmente.
Deixei-me envolver pela humanidade de Santo Agostinho. Embora não seja religioso, como ele. Adoro, por exemplo, no mais profundo dos sentidos, curtir uma cerimônia católica e as falas divulgadas nas missas da Igreja Santa Rita, na Praia do Canto, com metáforas geniais. Nada contra as demais crenças. Todo o conteúdo da inteligência está distribuído nas Bíblias. É só prestar atenção.
Mudando de conversa…
Como já disse, sem querer cansá-los, em uma democracia a obrigatoriedade de qualquer coisa é absurda, inclusive, muito principalmente, votar.
Calma pessoal, que o santo é de barro.
Agora, estamos à beira de uma eleição e suas vicissitudes. Seremos obrigados a votar querendo ou não.
É hora de lembrar do Orçamento Secreto, uma montanha de dinheiro retirado do bolso do povo e entregue para as farras das grandes e pequenas autoridades eleitas, e outras milongas mais. E as emendas parlamentares? A senhora sabe lá o que é isso?
Como sabemos Deus é brasileiro e Nossa Senhora Aparecida é a nossa padroeira mais bem votada.
Dorian Gray, meu cão vira-lata, se nega a votar no Pluto.