É muita responsabilidade, não parece, escolher um nome para alguém que chega neste mundo de Deus. Nome do pai, da mãe, homenagem do padre da paróquia, de um santo protetor, do professor, da família, ídolos de futebol (aliás está na moda), artistas de cinema e televisão e até junção de nomes. Nessa modalidade de escolha vale tudo. A senhora aí é capaz de conhecer muita gente cujo nome nem sabe de onde saiu. Quase todos.
Um batismo em qualquer religião vem do fundo da alma, é difícil saber, mas é possível deduzir, como quer fazer a IA e seus finitos seguidores.
Nós já concordamos aqui nessas mal traçadas que a revolucionária Inteligência Artificial (IA para os íntimos} acumula mas não pensa. Não entende piada, por exemplo. O humor, a alegria, a música, preenchem a necessidade do viver, ou no mínimo o simbolizam.
Foi aí que nasceram os apelidos.
Geralmente desconsiderados, trazem, com a maior ou menor elegância, as características essenciais do Ser. Só os santos não necessitam de apelidos. Muitas vezes, o proprietário não conhece seu próprio cognome, nem o que significa.
Outro dia, fiquei sabendo, depois de tantos anos, que Pelé representa diferentes significados. Você pode saber que Pelé é o maior jogador do mundo, mas é um nome composto de fragmentos de sua vitoriosa existência, inclusive Edson. Ou seja, nunca se soube do seu passado e futuro.
Na modalidade apelido, às vezes surgem grupos. Eu mesmo pertenço a um trio denominado “Animais”: além de mim, Rubens Gomes e Paulo Torre. Com um complacente orgulho. Por exemplo, meu amigo Rubens, que usava suspensórios desde que nasceu, não tem apelido.
Falando nisso.
Agorinha mesmo, assistia pela televisão a França jogar contra o Paraguai. Parece que todos os jogadores do galicismo têm o mesmo nome ou apelido. Sempre terminados em “Ê”. Brincadeirinha.
Uma coisa é certa, todos ou quase todos os jogadores de futebol, ou qualquer outro esporte, recebem seus apelidos dados, agora sim, por suas características sociais.
Então.
Pode parecer incoerência, mas o enfermeiro que me ajudou na mais importante tarefa como gestor psiquiátrico foi apelidado por mim de Zé Periquito. E sempre muito ovacionado. Taí um apelido que deu certo.
Queridos leitores, os apelidos estão ligados às características dadas a alguém por diferentes emoções e percepções. A minha mãe, doce e generosa, recebeu o apelido unânime de Mariucha, que é o diminutivo de Maria. Eu sempre via na sua alma Maria.
Dorian Gray, meu cão vira-lata, pede calma aos resiliência aos torcedores brasileiros.