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Economia

O ES 'poca' no mercado de trabalho em 2023

Foram gerados mais de 34 mil novos postos de trabalho no Espírito Santo em 2023, com saldos positivos de vínculos formais nos serviços, comércio, construção, indústria e agropecuária

Publicado em 07 de Fevereiro de 2024 às 01:30

Públicado em 

07 fev 2024 às 01:30
Pablo Lira

Colunista

Pablo Lira Pablo Lira
Foram gerados mais de 34 mil novos postos de trabalho formal no Espírito Santo em 2023, conforme indicam os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
Como já era esperado, o mês de dezembro evidenciou saldo negativo no mercado de trabalho formal de -6.870 postos. Esse comportamento sazonal pode ser explicado pelos desligamentos das contratações temporárias de final de ano.
No acumulado de 2023 o ES contabilizou 34.202 novas oportunidades de trabalho, com saldos positivos em todos os grupos de atividades econômicas monitorados pelo Caged, a saber, serviços (+14.420), comércio (+8.548), construção (+5.549), indústria (+5.489) e agropecuária (+201).
Esses resultados contribuíram para que o estado computasse um crescimento de +4,2% no estoque de emprego na comparação entre 2022 e 2023, desempenho acima da média nacional (+3,5%). O ES finalizou o último ano com um estoque de 850.760 pessoas trabalhando com carteira assinada.
O saldo acumulado entre 2020 e 2023 chegou a mais 135 mil novos vínculos de trabalho formal no território capixaba, o que em certa medida caracteriza o bom momento da economia estadual. O nosso Produto Interno Bruto (PIB) evidenciou crescimento de +4,4% até o 3º trimestre de 2023, enquanto a taxa de crescimento do Brasil ficou em +3,2%. A economia do ES vem registrando ampliação de atividades no comércio, serviços, indústria e agropecuária.
Tais avanços tem possibilitado a mitigação de problemas socioeconômicos, como a questão da desocupação. Nesse mesmo período a taxa de desemprego no Espírito Santo (5,5%) alcançou seu menor patamar da série histórica analisada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), valor abaixo da taxa nacional (7,7%).
Vivemos um momento marcado pela competitividade, transformação tecnológica, crises profundas em economias nacionais, como é o caso da Argentina, desequilíbrio nas contas públicas de estados brasileiros (Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, por exemplo) e conflitos geopolíticos prolongados nas regiões da Ucrânia e Oriente Médio que impactam o mercado global.
Carteira de trabalho digital
Carteira de trabalho digital Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Nesse contexto, o Espírito Santo representa um símbolo de equilíbrio das contas públicas, segurança e previsibilidade para os mercados e investidores nacionais e internacionais. O Estado é sinônimo de crescimento econômico, geração de emprego, melhoria de renda e prosperidade social, bem como de atração e ampliação de empreendimentos.
Prova disso é que até 2027 estão anunciados mais de R$ 65 bilhões em investimentos públicos e privados, com valor acima de R$ 1 milhão, em todo o território capixaba, de acordo com o monitoramento do Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN).
Diante disso, as evidências científicas aqui analisadas sustentam a expectativa de que a economia e mercados de trabalho do Espírito Santo seguirá alcançando bons resultados nos próximos trimestres e anos. Mais uma boa notícia para o povo que poca, “trabalha e confia”!

Pablo Lira

Pablo Lira Pablo Lira

Pós-Doutor em Geografia, mestre em Arquitetura e Urbanismo (Ufes), pesquisador do IJSN e professor da Universidade Vila Velha (UVV). Escreve às quartas

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