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Infraestrutura

Aeroporto das Montanhas Capixabas: um novo voo para o desenvolvimento regional

O Espírito Santo, ao apostar na modernização e na criação de aeroportos regionais, constrói uma rede de oportunidades que se estende de Norte a Sul e do litoral às montanhas

Publicado em 27 de Agosto de 2025 às 03:00

Públicado em 

27 ago 2025 às 03:00
Pablo Lira

Colunista

Pablo Lira

O Espírito Santo vive, nos últimos anos, uma verdadeira transformação histórica em sua plataforma logística. Desde 2019, o governo estadual adotou uma estratégia ousada e pragmática na perspectiva do programa de Desenvolvimento Regional Sustentável (DRS), a saber, fortalecer os aeroportos regionais como vetores de desenvolvimento econômico, integração territorial e estímulo ao turismo.
Esse movimento tem se revelado um acerto estratégico, pois amplia a malha de conexões, fortalece a interiorização das oportunidades e aproxima as regiões capixabas do cenário nacional.
O exemplo mais emblemático desse processo é o aeroporto de Linhares, entregue à população em 2023. Moderno, funcional e já em operação, tornou-se referência em logística regional e em acesso mais ágil ao Norte capixaba. Não se trata apenas de uma pista e um terminal, é uma porta de entrada para novos negócios, investimentos, celulose, tecnologia e turismo. A transformação de Linhares em um polo logístico e produtivo ganhou, com o aeroporto, um ativo estratégico de competitividade.
Outro caso em evidência é o aeroporto de Cachoeiro de Itapemirim, que passa por obras de expansão e modernização. Com a tradição industrial do Sul capixaba, especialmente o setor de rochas ornamentais, Cachoeiro precisa de uma infraestrutura logística compatível com sua relevância econômica.
A modernização permitirá atrair novas rotas, reduzir o tempo de deslocamento e fortalecer a inserção do município em mercados nacionais e internacionais. Ao modernizar sua estrutura aeroportuária, o Sul se projeta para além das fronteiras do Espírito Santo.
É nesse contexto que se insere a expectativa em torno do aeroporto das Montanhas Capixabas, projeto de grande simbolismo para a interiorização do desenvolvimento. Projetado no distrito de Alto Caxixe, Venda Nova do Imigrante, em uma região de forte identidade cultural, gastronômica e turística, o aeroporto das montanhas não será apenas um equipamento de transporte, será, sim, uma alavanca de oportunidades.
Sua localização estratégica, próxima a importantes rotas rodoviárias (às margens da ES 447 e próximo da BR 262,) e a municípios com vocação para o turismo, como Domingos Martins e Venda Nova do Imigrante, cria condições para ampliar o fluxo de visitantes, dinamizar eventos e fortalecer a economia criativa regional. Ao mesmo tempo, abre novas perspectivas para os negócios ligados ao agronegócio, à indústria de alimentos e bebidas e às cadeias de inovação que florescem nas montanhas capixabas.
Pista do Aeroporto das Montanhas deve ter 1,3 mil metros e será instalada longe de obstáculos para os voos
Pista do Aeroporto das Montanhas deve ter 1,3 mil metros e será instalada longe de obstáculos para os voos Crédito: Divulgação / Governo do ES
Mais do que encurtar distâncias, o aeroporto das montanhas tem o potencial de reposicionar a região no mapa do turismo nacional. Imagine a cena, um visitante desembarca diretamente nas montanhas capixabas, sem precisar passar pela Capital e região metropolitana, e encontra, em poucos minutos, um ambiente de clima ameno, natureza exuberante e gastronomia reconhecida em todo o Brasil. Essa facilidade de acesso pode ser o diferencial para consolidar o turismo das montanhas como uma marca capixaba no cenário nacional.
O Espírito Santo, ao apostar na modernização e criação de aeroportos regionais, constrói uma rede de oportunidades que se estende de Norte a Sul e do litoral às montanhas. A experiência de Linhares e Cachoeiro mostra que o caminho é promissor. Agora, com o aeroporto das montanhas, abre-se um novo horizonte, onde turismo, negócios e qualidade de vida podem voar ainda mais alto.

Pablo Lira

Pos-Doutor em Geografia, mestre em Arquitetura e Urbanismo (Ufes), pesquisador do IJSN e professor da Universidade Vila Velha (UVV). Escreve as quartas

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