O primeiro movimento mais consistente e abrangente em torno da defesa do meio ambiente aconteceu na Conferência das Nações Unidas realizada em Estocolmo em 1972. Foi lá que os termos sustentabilidade e desenvolvimento sustentável surgiram e ganharam destaque. Foi a primeira conferência sobre o tema promovida pela ONU. Certamente, repercutindo os cenários de catástrofe projetados pelo Clube de Roma, compilados no famoso Relatório de Roma. Fazia parte desse clube um seleto grupo de renomados cientistas de vários países.
Todo bem dos tais cenários, que foram compilados em livro sob o título "The Limit of The Grouth – O Limite do Crescimento", não se concretizaram, pelo menos não na intensidade projetada. Mas, se de um lado o mundo melhorou em termos de progresso econômico e social, e indicadores estão aí a comprovar, de outro não há o que comemorar na questão da sustentabilidade ambiental. O aquecimento global, com seus impactos sobre o clima, é prova concreta disso.
Felizmente, lideranças mundiais, num amplo leque de origens e funções, incluindo governantes, empresários, dirigentes de diferentes tipos de instituições, públicas e privadas, e a sociedade estão gradualmente incorporando a necessidade, que já se torna compulsória, de se sair do campo das ideias e propostas indo para o campo das atitudes e das ações objetivadas no progresso econômico, social e ambiental.
Ao que nos parece, a adoção do que preconiza, agora, a sigla ESG, vem nessa direção. Enquanto sigla, com origem no inglês (environmental, social and governance), carrega três pilares ou dimensões chave da sustentabilidade: a ambiental, a social e a governança.
Não sem razão, coloca no primeiro plano a questão ambiental, especialmente no que concerne a eficiência energética, mudanças climáticas, poluição e água. Já a dimensão social contempla saúde e segurança, relações com as partes interessadas – comunidades, governos, fornecedores e demais atores que de alguma forma afetam ou são afetados por eventos, empresas e instituições -, e relações de trabalho. E para garantir tudo isso, toma-se como fundamental uma boa e crível governança.
O importante é que sob essa nova sigla tenhamos adesões e engajamentos aos seus propósitos, princípios e parâmetros, e de forma crescente, integrando investidores, empresas, consumidores e também governos. Que não se atenha apenas ao campo do marketing.