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Colunista de A Gazeta Orlando e mestre em ciencias politicas e faz analises diarias do cenario politico capixaba

Crescimento do Brasil depende de reformas e agenda liberal

Para avançar, de forma consistente e sustentada, é preciso colocar o país na rota da competitividade global

Publicado em 02/01/2019 às 23h24

Se do ponto de vista da economia podemos caracterizar o ano de 2018 como um momento de “espera”, este ano deve ser movimentado por expectativas que podem se transformar em recompensas. E recompensas no mundo da economia dizem respeito mais ao crescimento, uma palavra mágica cuja essência ativa nos tem sido subtraída nos últimos três anos. Analisando melhor, seria como se 2018 não tivesse de fato terminado, mas agora é chegada a hora dos fatos.

Esse estado de “stand by” nos é revelado sobretudo quando confrontamos o desempenho da economia em 2018 e o comportamento do Ibovespa – índice da Bolsa de Valores. Enquanto nossa Bolsa apresentou um dos melhores resultados do mundo, cerca de 12% de alta no ano, inclusive a despeito da perda de aproximadamente R$ 11 bilhões, nossa economia mostrou-se ainda muito debilitada, com apenas 1,4% de crescimento.

Essa situação de espera parece-nos bem diferente de outras tantas que acontecem em toda virada de ano ou até mesmo quando há troca de comando político do país. Talvez se assemelhe a 2003, quando Lula assumiu a presidência. Também lá a carga de expectativas em relação ao que poderia acontecer, especialmente em relação à economia, foi muito intensa. Só que lá atrás, o sentimento não era bem de otimismo, mas sim de temor do novo e de mudanças que poderiam ser não tão convencionais pelos olhares do mercado.

Agora é o mercado que põe fé no novo governo, sob o respaldo, sobretudo, do tremendo fracasso da experiência de 13 anos sob o comando do PT, do qual o país, sem dúvida, legou a maior crise da sua história. Não menos óbvio, temos que admitir que os tão esperados resultados que animam no momento as expectativas para os próximos anos estarão condicionados a como esse indigesto legado será tratado e, até certo ponto, resolvido.

O que quero dizer com isso é que o crescimento somente acontecerá sob condições em que primeiramente o problema fiscal seja minimamente equacionado. E não é somente com a reforma da Previdência, mas que envolva ainda repensar o Estado e sua estrutura. São condições que tomamos como necessárias, porém, não totalmente suficientes.

Para avançar, e de forma consistente e sustentada no crescimento, é preciso colocar o país na rota da competitividade global. É o que, nos parece, se propõe a fazer a nova equipe econômica, com sua agenda liberal. O desafio, no entanto, será como administrar e viabilizar essa frente, principalmente tendo em vista um Congresso conservador e ainda eivado de corporativismo, características que também perpassam parte do Executivo. Os resultados para 2019 sairão desse embate.

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