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Política

Após eleições no Congresso, o que virá pela frente?

Numa primeira leitura analítica, pelo menos nas aparências, parece óbvia a avaliação de que Bolsonaro se fortalece para o grande embate no próximo ano

Públicado em 

06 fev 2021 às 02:00
Orlando Caliman

Colunista

Orlando Caliman

Dep. Arthur Lira (PP - AL) é eleito novo presidente da Câmara
Arthur Lira comemora vitória na Câmara com deputados Crédito: Cleia Viana/Câmara dos Deputados
Mesmo com a economia perdendo fôlego, contanto especialmente com a ajuda dos desencontros e atropelos na gestão nacional da pandemia, o governo federal optou em concentrar as suas apostas na eleições das direções das duas casas do Congresso. Um esforço que deu certo, tendo em vista os resultados concretizados em duas vitórias expressivas. Para tanto, inclusive, valendo-se de uma razoável ajuda da oposição, uma vez que no Senado o candidato do governo contou com os apoios do PT e PDT. 
Na Câmara também não foi muito diferente. Algo bem típico de acontecer no Brasil. Mas, agora, o que importa mesmo é o que poderá vir pela frente. Do ponto de vista da política, numa primeira leitura analítica dos dois fatos, pelo menos nas aparências, parece óbvia a avaliação de que Bolsonaro se fortalece para o grande embate no próximo ano.
Teoricamente teria as duas casas como apoio. No entanto, não podemos perder de vista que estamos no Brasil, onde coalizões podem não durar muito, por se apresentarem extremamente voláteis e sujeitas às circunstâncias do dia a dia. O nosso histórico recente é farto em evidências. Afinal, o Centrão fez prevalecer a velha política.
Isso significa dizer que o que aparentemente pode significar, agora, um maior controle do executivo sobre as duas casas, no decorrer dos acontecimentos pode revelar-se o contrário, ou seja, maior sujeição do executivo à agenda de interesses do legislativo. Em outras palavras, não se deve descartar a hipótese de termos um cenário de um executivo ainda mais refém do Congresso. Essa possível tendência deverá ficar mais clara na medida em que a agenda de reformas e medidas emergenciais, extremamente necessárias, forem sendo colocadas nas pautas das duas casas.
O grande desafio que se impõe no momento, além, é claro, do combate à pandemia, diz respeito à construção de condições mínimas e relativamente sustentáveis no tempo que permitam à economia retomar a sua trajetória de crescimento. Mas para isso é preciso contar com sinalizadores críveis que funcionem como âncoras de expectativas. Refiro-me principalmente às reformas imprescindíveis, e que já estão no prelo. Resta saber se haverá apetite para fazê-las avançar.

Orlando Caliman

É economista. Analisa, aos sábados, o ambiente econômico do Estado e do país, apontando os desafios que precisam ser superados para o desenvolvimento e os exemplos de inovação tecnológica

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