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Desempenho econômico

2021 será um ano de inflexão para a economia do ES

É o que nos parece demonstrar a expectativa predominante no meio empresarial local, mas que se estende também para a população em geral, mesmo que de forma mais tímida

Publicado em 09 de Janeiro de 2021 às 06:00

Públicado em 

09 jan 2021 às 06:00
Orlando Caliman

Colunista

Orlando Caliman Orlando Caliman
Economia do ES começa a se recuperar após a crise causada pelo coronavírus
Há a hipótese de que o desempenho da economia capixaba em 2021 será superior ao que alcançará a economia nacional  Crédito: Stock/Adobe
Para a economia do Espírito Santo, o ano de 2021 caminha para ser um ano de inflexão. Pelo menos é o que nos parece demonstrar a expectativa predominante no meio empresarial local, mas que se estende também para a população em geral, mesmo que de forma mais tímida. É também muito provável que esse sentimento de momento contemple não somente brasileiros, mas cidadãos do mundo. Um ano, ao que tudo indica, que testemunhará batalhas e guerras vencidas contra a pandemia da Covid-19.
Observando mais atentamente os desempenhos das economias brasileira e capixaba, vamos constatar que nesta última década estas não lograram crescimento algum. De 2010 a 2020 as taxas médias anuais de crescimento das duas economias mostraram-se pífias, para não dizer “ridículas”: 0,17% para o Espírito Santo, contra 0,23% para o Brasil. Números que contrastam com a década anterior, quando a economia capixaba cresceu em média 4,9% ao ano, e a economia brasileira 3,8%.
Em 2021 poderemos ter a confluência de alguns fatores chave que poderão ajudar o Estado no desempenho da sua economia, retomando assim a sua trajetória exitosa de crescimento acima da média nacional. Contaremos para isso com os fatores já tradicionais vinculados ao comércio externo: preços, quantum e câmbio relativos às nossas commodities. Além disso, expectativas e estimativas apontam para retomadas das economias mundial e brasileira, naturalmente ainda na dependência da evolução da batalha contra a pandemia. Ou seja, a “vacina” terá papel crucial no cenário.
Especialmente quando as crises são de abrangência global, como a que temos hoje, a economia capixaba sempre tem se saído melhor nas retomadas. Foi assim, por exemplo, na crise de 2008/09, quando na retomada em 2010 crescemos 15%. Mesmo em anos não muito bons, como 2014, o crescimento de 3,3%, bem acima da média nacional de 0,5%, deveu-se ao bom desempenho do mercado de ferro, com exportações que chegaram a R$ 12,8 bilhões. Vale lembrar que em 2021 teremos de volta a Samarco, mesmo que em escala reduzida, mas que impactará positivamente no PIB.
Não haveria assim nada de exagero trabalharmos com a hipótese de que o desempenho da economia capixaba em 2021 será superior ao que alcançará a economia nacional. E certamente corroborará para que isso aconteça o fato do Espírito Santo, além de dispor de um razoável portfólio de investimentos em vista, estar com a “casa arrumada”. Que venha 2021.

Orlando Caliman

Orlando Caliman Orlando Caliman

É economista. Analisa, aos sábados, o ambiente econômico do Estado e do país, apontando os desafios que precisam ser superados para o desenvolvimento e os exemplos de inovação tecnológica

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