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Economia

Boa relação com os Estados Unidos ajuda o Espírito Santo

Até setembro deste ano, mercado americano comprou algo em torno de 1,2 bilhões de dólares em produtos de origem capixaba. E o catálogo é mais diversificado e com grau mais elevado de agregação de valor

Publicado em 06 de Novembro de 2020 às 04:00

Públicado em 

06 nov 2020 às 04:00
Orlando Caliman

Colunista

Orlando Caliman

Vitória Stone Fair 2020:  placas de mármore e granito expostas
Vitória Stone Fair 2020: placas de mármore e granito expostas Crédito: Siumara Gonçalves
Nas relações comerciais do Espírito Santo com o mundo exterior os Estados Unidos da América sempre foram destaque, com predominância na condição de liderança. Não vai ser diferente qualquer que seja o resultado final das eleições naquele país. Historicamente, independentemente de democratas ou republicanos no poder, sempre tem prevalecido o senso do pragmatismo. Digo isso também independentemente do fato de não dispor até o momento do resultado final do pleito, embora tenhamos a tendência de vitória de Biden.
Antecipo assim a resposta à indagação que normalmente é feita por quem de alguma forma opera no mundo dos negócios e em especial no comércio exterior, no Espírito Santo. Para tanto, valho-me, nesse caso, da máxima de que nas relações comerciais não deve existir nenhum ou quase nenhum apego a questões de natureza ideológica. Talvez não seria essa a máxima seguida pelo ministro das Relações Exteriores do nosso país, que aliás já demonstrou a preferência em ver o Brasil mais como “pária” do que protagonista nas suas relações com o mundo exterior.
A grande importância dos Estados Unidos para a economia capixaba não decorre somente do fato de representarem cerca de 30% como destino das suas exportações, mas principalmente pelas características destas. Comparativamente a outros países ou blocos econômicos que compram produtos capixabas, são eles a demandar uma pauta mais diversificada e com grau mais elevado de agregação de valor.
Até o mês de setembro deste ano o mercado americano comprou, em valor, algo em torno de 1,2 bilhões de dólares em produtos de origem capixaba. Desse total, 409 milhões, o equivalente a 32%, resultaram de vendas de produtos do setor de rochas ornamentais. E mais, rochas “trabalhadas”, ou seja, transformadas em produtos acabados. Aliás, diferentemente da China, para onde se destinam a maioria de rochas em blocos.
Na sequência do ranking das exportações para lá ganham destaque a celulose, com participação de cerca de 20%, seguindo-se produtos de aço (20%) e minério de ferro (11%). Já a agricultura capixaba é representada pelo café (4,3%), gengibre e pimenta do reino. A pauta, portanto, não só se mostra bem ampla como também bem diversificada. Até outubro abrangeu 230 diferentes produtos.
Um bom relacionamento com os EUA, sem dúvida, ajudaria em muito o Espírito Santo. É o que desejamos e esperamos.

Orlando Caliman

É economista. Analisa, aos sábados, o ambiente econômico do Estado e do país, apontando os desafios que precisam ser superados para o desenvolvimento e os exemplos de inovação tecnológica

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