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Economia mundial

Fórum de Davos toca em temas que Brasil está longe de ter em sua agenda

É o caso do tema “Negócios e Mudanças Climáticas”, que vem acompanhado de questões sociais e de combate às desigualdades

Publicado em 30 de Janeiro de 2021 às 02:00

Públicado em 

30 jan 2021 às 02:00
Orlando Caliman

Colunista

Orlando Caliman

Fórum Econômico Mundial é realizado em Davos, na SuÍça
Fórum Econômico Mundial é realizado em Davos, na SuÍça Crédito: World Economic Forum/Faruk Pinjo
Aconteceu nesta semana o Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça. Pela primeira vez no modo virtual, por conta da pandemia. O evento presencial, no entanto, está programado para acontecer em Singapura, em maio. Como esperado, Bolsonaro não priorizou o evento, como no ano passado. 
Do Brasil, marcaram presenças virtualmente os ministros Guedes, da Economia, Ernesto Araújo, de Relações Exteriores, Tereza Cristina, da Agricultura, além de João Doria, governador de São Paulo. Mas, ao que nos parece, o Brasil, num sentido simbólico, está mesmo longe de Davos e dos temas centrais objeto de debates no Fórum.
Em verdade, o Fórum Econômico Mundial deste ano toca em temas que no momento o Brasil está longe de tê-los na sua agenda de prioridades. Ao contrário, nos últimos anos meteu-se em contendas com as quais agora se vê às voltas em apaziguá-las. É o caso do tema “Negócios e Mudanças Climáticas”, que vem acompanhado de questões sociais e de combate às desigualdades. Temas que agora são realçados por conta da pandemia que assola todo o planeta.
Outro tema com o qual o Brasil também não se sente confortável refere-se à geopolítica, que se desdobra em questões como tensões comerciais crescentes, multilateralismo e o globalização em transição. Nesse campo o nosso país tem optado por uma política externa na direção oposta do globalismo e do multilateralismo. Ou seja, vem construindo seu próprio isolamento.
No entanto, o mais preocupante é que nessa nova geopolítica em construção, o Brasil terá que necessariamente redesenhar totalmente a sua política externa, sob pena de isolar-se ainda mais. Movimento que dificilmente conseguirá executar a contento, tendo à frente o atual Ministro das Relações Exteriores. 
Isso fica mais claro quando observamos os últimos movimentos nos principais mercados com os quais o Brasil opera. Como lidar, por exemplo, com os EUA, agora com o novo secretário de Estado, Antony Blinken, tido como multilateralista, e além disso, europeísta e intervencionista? A tendência é privilegiar as relações com a Europa, reforçando a agenda climática, no Acordo de Paris.
Já com a China, hoje o maior parceiro comercial, com a qual o Brasil já tem várias fissuras nas suas relações, Xi Jinping também deixou claro na sua fala de abertura no Fórum de Davos que preza o multilateralismo, a cooperação mundial, opondo-se a ideologização nas relações entre países.
O Brasil precisa aproximar-se de Davos para avançar.

Orlando Caliman

É economista. Analisa, aos sábados, o ambiente econômico do Estado e do país, apontando os desafios que precisam ser superados para o desenvolvimento e os exemplos de inovação tecnológica

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