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PIB

Alívio na economia: as expectativas do início do ano não se confirmaram

Por curiosidade, recorri ao relatório Focus do Banco Central, que mostra como o mercado “lê” e expressa, olhando para frente, periodicamente, os vários indicadores da economia, para analisar a leitura de consenso acerca do cenário da economia para o ano

Públicado em 

19 ago 2023 às 00:10
Orlando Caliman

Colunista

Orlando Caliman

Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 7,7% no terceiro trimestre de 2020 (em relação a igual período de 2019, o PIB caiu 3,9%)
Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 7,7% no terceiro trimestre de 2020 (em relação a igual período de 2019, o PIB caiu 3,9%) Crédito: José Carlos Daves/Agência F8/Folhapress
Inegavelmente temos hoje um cenário econômico bem mais ameno do se previa no início do ano. Felizmente, as expectativas menos alvissareiras, em consenso pelo mercado, foram sendo dissipadas, e gradualmente a economia foi sendo destravada, naturalmente com boa ajuda do agronegócio.
O certo é que no horizonte do tempo econômico, mesmo que ainda um tanto quanto perturbado por indefinições, com destaque para o campo fiscal – arcabouço fiscal -, o cenário vem se mostrando mais claro e previsível.
Decisões econômicas são essencialmente decisões de natureza mais comportamental do que racional, como tem apontado avanços mais recentes em estudos teóricos e empíricos. Essas estão assim fortemente sujeitas às influências dos seus ambientes. Tudo bem que por detrás recebem o suporte do que chamamos de cálculos econômicos, o lado racional, mas, na hora da decisão, pesa o “feeling”, o lado dos sentidos e das expectativas.
Por curiosidade, recorri ao relatório Focus do Banco Central, que mostra como o mercado “lê” e expressa, olhando para frente, periodicamente, os vários indicadores da economia, para analisar a leitura de consenso acerca do cenário da economia para o ano. Escolhi 6 de janeiro para escapar do “grotesco” episódio de 08/01. As expectativas para 2023, naquele dia, eram: PIB crescendo 0,78%; câmbio de 5,25; inflação de 5,36% e Selic de 12,25%.
Observando-se séries históricas mais longas, o mais comum é que as expectativas expressas no início de ano se mostrem melhores do que as que efetivamente ocorrem no decorrer do ano. Em 2023, esse lado comum não foi a tônica. Praticamente todos os indicadores, pelo menos até o momento avançaram, segundo o último Boletim Focus: o PIB para 2,29%, o câmbio para 4,93, a inflação para 4,84% e a Selic para 11,25%.
Surpreendeu-me pelo otimismo a previsão feita pela economista chefe do banco HSBC, Ana Madeira, de o dólar fechar o ano na casa de 4,50, em entrevista no jornal Valor desta terça-feira (15). Como também melhora a previsão do PIB para 2024, chegando a 2%. Acima do que prevê o mercado, na média 1,3%. Ana Madeira trabalha numa perspectiva de o cenário macroeconômico ajudar no problema fiscal facilitando a redução do déficit primário.
Mas tendo a concordar com a economista, quando mais uma boa notícia vem do IBC-BR, o índice que estima a evolução da atividade econômica do Banco Central, que fechou junho em 0,63%, acima do que previa o mercado. Isso depois de um revés em maio, com queda de 2%. Porém, no acumulado de 12 meses fechou em 3,4%. Esse mesmo indicador atingiu 2,3% há um ano.
Fica assim razoável admitir-se para o fechamento do ano um percentual de crescimento da economia que pode chegar a 2,5%. Naturalmente, a depender de como se darão as passagens de matérias importantes, para não dizer cruciais, no Congresso, entre as quais o arcabouço fiscal e a reforma tributária.

Orlando Caliman

É economista. Analisa, aos sábados, o ambiente econômico do Estado e do país, apontando os desafios que precisam ser superados para o desenvolvimento e os exemplos de inovação tecnológica

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