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Arlindo Villaschi

Meio ambiente e direitos humanos não são pauta só de progressistas

Quem votou no presidente do retrocesso deve ajudar a fazer um futuro pelo meio ambiente e dignidade humana

Públicado em 

16 ago 2019 às 12:56
Arlindo Villaschi

Colunista

Arlindo Villaschi

Meio ambiente e progresso Crédito: Divulgação
Dois temas que já distinguiram o Brasil por seu protagonismo de vanguarda vêm sendo objeto de fundamentalismos. São eles a forma como tratar populações originárias e o meio ambiente. Google neles!
Em 1910 foi criado o Serviço de Proteção aos Índios (SPI) por proposta do Coronel Rondon. Humanista, Rondon conviveu com nativos, reconheceu suas dificuldades para sobrevivência, bem como as violências praticadas por grupos com interesse nas terras tradicionalmente habitadas por eles e em suas riquezas.
Em 1967, na gestão Costa e Silva, o SPI foi substituído pela Fundação Nacional do Índio – Funai. Desde então, a fundação, tendo em seus quadros especialistas da questão indígena e conhecedores das peculiaridades de seus territórios e da forma de ocupação de tais territórios pelas respectivas comunidades, vem procedendo à demarcação de terras indígenas.
Quanto ao meio ambiente, o governo brasileiro, em 1972, na Conferência de Estocolmo, liderou o bloco de países que resistia ao reconhecimento da importância da questão ambiental. A posição do governo militar era a de “desenvolver primeiro e pagar os custos da poluição mais tarde”.
Vinte anos após essa primeira conferência, representantes de 178 países do mundo reuniram-se no Rio de Janeiro para discutir como diminuir a degradação ambiental e garantir a existência de outras gerações. A intenção, nesse encontro conhecido como Eco 92, era introduzir a ideia do desenvolvimento sustentável enquanto modelo de crescimento econômico menos consumista e mais adequado ao equilíbrio ecológico.
Três diferenças entre as conferências de 1972 e 1992. Primeiro, a presença maciça de chefes de Estado na conferência dos anos 90, indicando a importância atribuída à questão ambiental no início daquela década. Segundo, organizações não governamentais fizeram em 92 um encontro paralelo chamado Fórum Global, dele resultando a Declaração do Rio, também chamada de Carta da Terra. Terceiro, o Brasil deixou para trás seu perfil defensivo e refratário ao debate ambiental para ser um país de grande protagonismo internacional em questões ambientais.
Ter uma perspectiva histórica, ainda que superficial, é importante para desmascarar a retórica rasa de que direitos humanos e questões ambientais são pauta exclusiva de progressistas. É tempo de quem deixou de votar no professor e contribuiu para a eleição de um presidente do retrocesso se posicionar pela construção histórica em prol da dignidade humana e do legado ambiental para futuras gerações.
 

Arlindo Villaschi

É professor Ufes. Um olhar humanizado sobre a economia e sua relação com os avanços sociais são a linha principal deste espaço.

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