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Cotidiano

Escape, dance!

Escapar, em sua mais pura acepção, pode ser encontrar uma saída, livrar-se de alguma coisa, se soltar, fugir ou mesmo, sobreviver... Donde se deduz que Escapar é preciso!

Publicado em 11 de Abril de 2021 às 02:00

Públicado em 

11 abr 2021 às 02:00
Maria Sanz

Colunista

Maria Sanz Maria Sanz
Mulher dançando em casa: como ter mais equilíbrio na quarentena do coronavírus
Mulher dançando em casa: como ter mais equilíbrio na quarentena do coronavírus Crédito: Diller/Freepik
“Everybody, come on dance and sing. Everybody, get up and do your thing!”
Quem neste mundo pode resistir à ordem expressa de Madonna cantando?
- Ah, dançar é de longe meu ardil de escape preferido!
Escapar, em sua mais pura acepção, pode ser encontrar uma saída, livrar-se de alguma coisa, se soltar, fugir ou mesmo, sobreviver... Donde se deduz que Escapar é preciso!
A questão é que: se para funcionar, até as máquinas se utilizam de escape (ou respiro), imagine nossa mente caótica, sempre cheia de pensamentos (literalmente) de sobra!
Você sabe, pensamentos são como sementes. No início, todos parecem inocentes... E o que era só uma leve mágoa; um pequeno arrependimento; uma ansiedade mansa ou um medo disfarçado, quando armazenado por muito tempo na gente, se transforma em nitroglicerina de potencial altamente destrutivo. Verdade, sentimentos abafados pela falta de escape podem causar curto-circuito no comando central e afetar todo o funcionamento da máquina.
“Let´s get Physical (physical). Let me hear your body talk (your body talk)”
O bom funcionamento do corpo depende primordialmente de boa lubrificação, abastecimento e ventilação da mente! Portanto, atenção minha gente, deixar a cabeça escapar é tão saudável quanto pensar, estudar ou trabalhar (!).
Talvez por isso, na mesma medida em que se desenvolveram as teorias cientificas, tecnologias e filosofias, também a arte, a música, a literatura, o kamasutra, o cinema e as novelas vieram para ventilar o mundo como janelas.
Mas e a dança? O que a diferencia como a ventilação elementar?
Bem, meu argumento pró shake-your-body é natural:
Todo mundo já nasce com o instinto da dança. Ora, ninguém precisa ensinar um bebê o que fazer quando a música toca, é espontâneo, o corpo sabe. Dançar é um movimento quase involuntário, uma reação quase sempre incontrolável.
Claro, depois de crescidos, aqueles lindos bebês dançantes passam a tentar dominar a própria natureza e vão, aos poucos, se deixando censurar. Uns menos, como eu e meu pai (é que sempre fui incentivada pela ginga free style do meu pai, meu parceiro de dança preferido no mundo; e pela musicalidade da minha mãe, que enquanto eu crescia me apresentou ao mundo mágico das sonoridades e melodias). Já outros vão contendo e se controlando até atingirem o trágico ponto em que param de vez de dançar.
“Não, eu não danço, obrigada”.
(– Ah, deixa disso! Ninguém merece não dançar nessa vida!)
A música tem o poder de assumir o controle do corpo e de esvaziar a mente – é só você deixar.
E o melhor, não existem regras! Nem certo e errado. Esqueça as coreografias, as plateias e os palcos. Invente, se liberte, solte o seu xamã, seu elã, ileaiê, ou sei lá o quê – deixe o seu corpo se mexer!
Seja lá qual for sua forma de escape, DANCE sempre que tiver oportunidade.
Você sabe, depois de uma noite dançando muito, não tem como a gente não acordar nos braços da felicidade!

Maria Sanz

Maria Sanz Maria Sanz

É artista e escritora, e como observadora do cotidiano, usa toda sua essência criativa na busca de entender a si mesma e o outro. É usuária das medicinas da palavra, da música, das cores e da dança

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