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Crônica

Sem colegas de trabalho no home office, como ficará a vida social?

Numa empresa privada ou num órgão público convivem, pelo menos, dez inesquecíveis tipos de colegas de trabalho. São dez personalidades marcantes e que temperam o dia a dia de quem passa oito horas na luta renhida

Publicado em 23 de Maio de 2020 às 10:00

Públicado em 

23 mai 2020 às 10:00
Marcos Alencar

Colunista

Marcos Alencar

Home office será tendência mesmo após a pandemia
Home office será tendência mesmo após a pandemia Crédito: Amarildo
É muito triste esta prisão domiciliar a que fomos condenados pela pandemia. Mais triste ainda é a proibição, ainda que temporária, do sorriso, impiedosamente apagado por essas máscaras compulsórias. O sorriso, de alegria, de prazer,de esperança, de conformismo..., é a mais perfeita tradução do pulso de nossas almas. E eles saíram em férias. E nos deixaram com esta cara de gangsteres americanos dos filmes em preto e branco. Apagaram nossos sorrisos e nos deixaram com cara de bandidos.
Mas vem coisa pior por aí . Pelo menos é o que muitos andam dizendo. Falam que o home office, estratégia de proteção atual contra o vírus, certamente será a tendência de prática operacional das empresas no futuro. Menos custo com acomodação de funcionários, menos carros nas ruas, pouca lotação nos transportes públicos... ou seja, em termos econômicos, um grande achado. O tal do “males que vêm para bem”. Será?
Mas ninguém pensou em como vai ficar a vida social da turminha trabalhadora daqui pra frente. Ao vivo, nunca mais esses colegas voltarão a conviver entre si. Nunca mais o perfume suave da doce secretária da diretoria será sentido. Nem mesmo o irrespirável desodorante do carinha do RH. E as festinhas de amigo x, babau. Acabou-se o que era doce.
Numa empresa privada ou num órgão público convivem, pelo menos, dez inesquecíveis tipos de colegas de trabalho. São dez personalidades marcantes e que temperam o dia a dia de quem passa oito horas na luta renhida. Feche os olhos e você verá cada um deles : os generosos, os lerdos, os amigos de fé, aqueles(as) que não dão bola pra você, os sacanas , aqueles (as) que dão a maior bola pra você, os egoístas, os que não cheiram e nem fedem, os muito engraçados e os insensíveis.
Do jeito então que a coisa vai, notícias dessas figuras, daqui pra frente, só no “bom dia” do WhatsApp. Será o fim do flerte, da fofoca no cafezinho, das confissões ao pé do ouvido, do “me empresta cenzinho aí, semana que vem eu te pago”, do papo divertido na hora do almoço, da esticada a dois, depois de bater o ponto... não chega a ser o fim do mundo, mas sem dúvida alguma será o fim da picada.
De todos esses tipos listados acima, gostaria de fazer justiça à figura do (a) colega insensível. Muito criticado pela sua constante indiferença, mas no fundo, no fundo, trata-se de uma boa alma. Apenas falta-lhe empatia. E empatia, como se sabe,não se adquire. Os insensíveis nascem assim. São pessoas calmas, de pouco falar, não andam em grupo. Nunca se verá uma criatura insensível numa roda de samba. São reservadas, como se diz por aí.
Um ótimo exemplo desse personagem pode ser encontrado no livro”Dener, o Luxo”. Conta ali o costureiro que numa manhã gelada ele viu da janela de sua “maison”, na Avenida Paulista, o Mercedes, de uma de suas ricas clientes, estacionando em seu jardim. Desceu então correndo para recebê-la. Madame saltou do carro, vestindo um longo e caríssimo casaco de pele, quando um morador de rua correu ao seu encontro pedindo uma esmola. Disse ele: “Desde ontem que eu não como nada!” E ela de pronto e docemente o tranquilizou: “Não se preocupe, meu filho. Uma vez fiquei uma semana sem comer... depois a fome volta”.

Marcos Alencar

Marcos Alencar é colunista de A Gazeta

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