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Vitória

Só mudanças consistentes evitarão um colapso no trânsito da Praia do Canto

Faço esse alerta considerando que o número de veículos em circulação mais que quadruplicou nos últimos trinta anos, continua dobrando a cada dez anos e nenhuma mudança importante até então foi realizada

Publicado em 02 de Maio de 2022 às 02:00

Públicado em 

02 mai 2022 às 02:00
Luiz Carlos Menezes

Colunista

Luiz Carlos Menezes

Trânsito apresenta lentidão na Avenida Rio Branco, em Vitória
Trânsito apresenta lentidão na Avenida Rio Branco, em Vitória Crédito: Fernando Madeira
A despeito dos recentes projetos em favor da mobilidade – como a implantação de seis faixas na Terceira Ponte, mais ciclovias e intervenções viárias na Enseada do Suá – a falta de mudanças consistentes na utilização do sistema viário na região da Praia do Canto poderá, muito em breve, acarretar um colapso no trânsito dessa região.
Faço esse alerta considerando que o número de veículos em circulação mais que quadruplicou nos últimos trinta anos, continua dobrando a cada dez anos e nenhuma mudança importante até então foi realizada. Faço-o, também, como estudioso do problema da mobilidade que há anos vem contribuindo com as autoridades com propostas visando o enfrentamento desse problema na capital.
Os entraves no tráfego nesse bairro e seus arredores decorrem não só das inúmeras rotatórias – em sua maioria incompatíveis com o atual fluxo de veículos – como também das retenções provocadas pela sucessão de semáforos de três tempos existentes na Avenida Rio Branco, que impedem a programação semafórico sequencial (onda verde). Os insuportáveis engarrafamentos diários no cruzamento dessa avenida com a Reta da Penha atestam isso.
Mas qual a principal razão do tráfego ter se tornado tão complicado nessa região da cidade? Falta de implantação de um projeto de melhor utilização do sistema viário da Praia do Canto – bairro bem planejado, mas grandemente prejudicado pela postergação das mudanças necessárias para comportar o vertiginoso aumento do número de veículos em circulação.
Como morador da Praia do Canto há 42 anos, permito-me afirmar que já passou da hora do enfrentamento do problema. Os semáforos de três tempos e as rotatórias já cumpriram o seu papel como soluções compatíveis com tráfego moderado da época em que foram adotados. Hoje, são entraves viários que precisam ser eliminados.
A origem do problema, no entanto, não advém desses semáforos nem das rotatórias, mas da opção pela mão dupla quando ainda era pequeno o volume de tráfego e esses recursos foram adotados.
E qual seria a medida necessária para a melhoria do tráfego nessa região? A retomada do estudo feito pela prefeitura há mais de dez anos (infelizmente arquivado) visando a implantação do binário, única forma de eliminação desses entraves viários.
Em artigo recente lembrei que Vila Velha (há bastante tempo) e Jardim Camburi (recentemente) implantaram a mão única com resultados incontestáveis.
Espero que esses bons exemplos sejam seguidos – sob pena de termos em breve um colapso no trânsito dessa região.

Luiz Carlos Menezes

É engenheiro civil, empresário e conselheiro da Ademi-ES. Desenvolvimento urbano, tráfego e mobilidade urbana são os destaques deste espaço. Escreve quinzenalmente, às segundas

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