Em artigo recente, discorri sobre o forte impacto da pandemia da Covid-19 na indústria do turismo. Por certo, uma das atividades econômicas mais prejudicadas por essa doença, sobretudo o turismo internacional.
No entanto, com as restrições para as viagens ao exterior e o dólar acima de R$ 5,00, criou-se um cenário favorável ao turismo interno, que já mostra uma retomada consistente.
Trata-se, portanto, de uma boa oportunidade para o incremento do negócio turismo no Espírito Santo. Não só pela sua localização privilegiada (proximidade das capitais mais populosas do país), mas por contar com praias maravilhosas, uma belíssima região montanhosa e com uma particularidade muito especial: em apenas duas horas de carro é possível se desfrutar no mesmo dia de uma praia com sol tropical e uma noite com temperaturas do sul da Europa.
Assim, volto minhas atenções para Guarapari e Pedra Azul, dois ícones do turismo capixaba, para trazer algumas sugestões com vistas a um melhor aproveitamento dessas nossas riquezas turísticas.
Com relação a Guarapari, visando uma maior atratividade para o turista e o incremento do comércio local, sugiro a criação de uma rua de pedestres, iniciativa bem sucedida na maioria dos balneários famosos do país.
No Balneário Camboriú (cito pela sua similaridade com Guarapari), uma das principais avenidas, a Central (Av. Brasil), foi transformada no Calçadão Central – ponto de convergência dos turistas, onde se vê bares e restaurantes com mesas externas, floreiras, etc., muita gente circulando e uma intensa movimentação do comércio. Medida como essa, se adotada em Guarapari, traria não só maior atratividade para o turista, mas também aumento da arrecadação municipal.
Quanto à Pedra Azul, cujo extraordinário potencial turístico alavancou seu crescimento, a sugestão seria a revisão das regras burocráticas/ambientais, que tanto tem desestimulado a realização de empreendimentos turísticos nessa região. Pedra Azul tem tudo para avançar mais rapidamente e conquistar fama similar à Gramado e Campos do Jordão. Isso representaria um grande incremento na economia regional.
Mas, para tanto, seria preciso – sem prejuízo da preservação ambiental – menos burocracia e mais agilidade na aprovação de empreendimentos nesse município. Ou seja, medidas desburocratizantes como as adotadas recentemente pela Prefeitura de Vitória.
No mais, é preciso também mais empenho dos políticos capixabas para a duplicação da BR 262, tão perigosa que desestimula o turismo nessa privilegiada região.