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Um novo passo

Privatizações precisam ser deflagradas para recuperação da economia

A transferência das atividades empresariais a cargo do Estado para o setor privado é de fundamental importância para a nossa economia e para tornar o Estado mais eficaz

Publicado em 25 de Agosto de 2020 às 05:00

Públicado em 

25 ago 2020 às 05:00
Luiz Carlos Menezes

Colunista

Luiz Carlos Menezes

Secretário especial de Desestatização, Salim Mattar, diz que intenção do governo é privatizar 637 estatais
Salim Mattar era secretário especial de Desestatização e comandava as privatizações, mas saiu do governo Crédito: Arquivo/Agência Brasil
Agora, com muito mais razão, é chegada a hora das privatizações. O estrago causado pela Covid-19 na nossa economia está a exigir do Poder Executivo e do Congresso Nacional um grande esforço político para a deflagração do programa de privatizações.
A transferência das atividades empresariais a cargo do Estado para o setor privado é de fundamental importância para a nossa economia; e para tornar o Estado mais eficaz. A gravidade desta crise fez emergir com maior evidência a necessidade desta modernização.
" A privatização das estatais – de tantas quanto possível – é de fundamental importância para a retomada da nossa economia. Para o país deslanchar, precisamos de um Estado mais leve e mais ágil, voltado prioritariamente para a educação, saúde e segurança"
Luiz Carlos Menezes - Articulista
Trata-se, porém, de um grande desafio político. Haja vista que Salim Mattar, a despeito da sua comprovada competência na iniciativa privada e da sua dedicação à causa da privatização, ao constatar que estava remando contra a maré, demitiu-se da Secretaria de Privatizações – e desabafou: “a política não tem interesse em privatizar”.
Aos ideólogos da economia de Estado, aponto o exitoso processo de desestatização da economia da China, que em menos de 40 anos deixou de ser um país pobre e rural para se tornar a segunda potência econômica do planeta.
O rompimento (paradoxal) com um dos principais paradigmas da ideologia comunista – o Estado detentor dos meios de produção –, foi a guinada política dada pela China para deslanchar. A opção pela economia de mercado demonstrou isso com toda clareza: o país superou suas principais dificuldades, cresceu numa média de 8% ao ano, multiplicou o seu PIB por dez e melhorou consideravelmente o nível de vida do seu povo.
Conforme dados divulgados pela agência oficial de notícias da China (Xinhua), em 2018, cerca de 84% das empresas já eram de capital privado; e entre 2013 e 2019, o número de empresas privadas cresceu 179%. Vemos hoje naquele país gigantes corporações privadas como a Huawei, Lenovo e Alibaba na liderança mundial nos seus ramos de negócio. Quem diria?
Neste cenário de grandes transformações, é imprescindível que nossos políticos se desapeguem de suas amarras ideológicas e, diante da gravidade da crise, coloquem o Brasil em primeiro plano.
A privatização das estatais – de tantas quanto possível – é de fundamental importância para a retomada da nossa economia. Para o país deslanchar, precisamos de um Estado mais leve e mais ágil, voltado prioritariamente para a educação, saúde e segurança.
A exemplo da reforma da Previdência, é imprescindível que as lideranças políticas do país abracem este grande desafio. Em benefício da sociedade.
Se o fizerem, o Brasil dará a volta por cima. Chega de Estado empresário.

Luiz Carlos Menezes

É engenheiro civil, empresário e conselheiro da Ademi-ES. Desenvolvimento urbano, tráfego e mobilidade urbana são os destaques deste espaço. Escreve quinzenalmente, às segundas

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