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É engenheiro civil, empresário e conselheiro da Ademi-ES. Desenvolvimento urbano, tráfego e mobilidade urbana são os destaques deste espaço. Escreve quinzenalmente, às segundas

Indústria imobiliária deve continuar crescendo no segundo semestre

Além da alta capacidade de geração de empregos, setor também alavanca uma gigantesca cadeia produtiva de insumos destinados à construção civil e impulsiona outras áreas, como a indústria de móveis e eletrodomésticos

Publicado em 21/06/2021 às 02h00
A grande oportunidade para aqueles que se juntarem à força de trabalho do mercado imobiliário está no entendimento de que a educação será o seu diferencial único para prosperar.
Em cenário de juros baixos, investimento em imóveis tornou-se muito atrativo. Crédito: Engin Akyurt/Freepik

Muito embora o Brasil viva um momento muito delicado em razão da pandemia – em que a pesem negativamente as perdas de vidas, o rombo nas contas públicas e uma polarização política que tem prejudicado o combate à doença ­–, a economia parece estar se descolando desses problemas e vem apresentando indicadores auspiciosos (crescimento do PIB, exportação de commodities em alta, Bovespa no entorno dos 130 mil pontos, dólar em baixa etc.).

Nesse cenário, o setor imobiliário, que já vinha mostrando crescimento desde meados do ano passado, continua mantendo suas atividades num ritmo firme e crescente. Tanto com relação ao incremento das vendas, como também a novos lançamentos, mostrando que os empreendedores imobiliários estão confiantes numa retomada segura e duradoura.

De acordo com levantamentos da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), no comparativo de 1919 com 2020 houve um aumento nas vendas de imóveis de 9,8%, e no comparativo entre o quarto trimestre de 2020 e o primeiro de 2021, de 27,1%. Vale ainda observar que a retomada desse setor começou em plena pandemia (no segundo semestre de 2020) e até agora não perdeu o fôlego.

Vemos, neste novo cenário de juros baixos, o investimento em imóveis ter se tornado muito atrativo perante as aplicações financeiras, e ainda, como fator favorável, a percepção de que o trabalho remoto funciona (em razão do distanciamento social), o que despertou maior interesse pela compra de imóveis para segunda residência, aquecendo esse segmento do mercado.

E isso é muito bom para a economia! Como se sabe, o setor imobiliário, além da sua alta capacidade de geração de empregos diretos e indiretos, como também de alavancar uma gigantesca cadeia produtiva de insumos destinados à construção civil, impulsiona outros setores como a indústria do mobiliário, de eletrodomésticos e outros fornecedores de utilidades do lar.

Mesmo com os analistas econômicos prevendo a elevação da Selic (o Boletim Focus/Banco Central estima para o final do ano uma taxa da ordem de 5,5% ao ano), teremos um patamar bem aquém dos dois dígitos registrados entre novembro de 2013 e julho de 2017, que tanto prejudicou a economia do país.

Diante de um cenário promissor também para outros setores, cuja retomada se iniciou bem depois da indústria imobiliária, vemos essa indústria se revelar mais uma vez como o carro chefe da economia – que já começou a decolar.

Espera-se que esse nosso complicado quadro político não venha a atrapalhar.

Este texto não traduz, necessariamente, a opinião de A Gazeta.

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